Professores de Matemática confiantes numa melhoria de notas
22 Junho de 2007, Jornal Sol
A Associação de Professores de Matemática (APM) considerou que as provas estavam adequadas aos programas e ao tempo de resolução, o que não aconteceu em 2006.
Em declarações à agência Lusa, Joaquim Félix, da direcção da APM, fez uma apreciação «globalmente positiva» dos exames nacionais do ensino secundário a Matemática, realizados hoje, adiantando que «há vários factores que podem contribuir para uma melhoria das notas».
«Não estamos à espera de resultados muito melhores, mas pelo menos ligeiramente mais elevados do que no ano passado. Estamos confiantes numa diferença positiva a nível das notas», afirmou.
A contribuir para essa melhoria, a associação aponta, sobretudo, o acréscimo de tempo que os alunos deste ano beneficiaram para a resolução das provas, contando com mais 30 minutos do que no ano passado.
Os mais de 68 mil estudantes do ensino secundário que hoje realizaram os exames da disciplina (Matemática A, Matemática B e Matemática Aplicada às Ciências Sociais) tiveram duas horas e meia para resolver os exercícios.
Em 2006, o exame nacional relativo ao novo programa de Matemática foi um dos que registou piores resultados, com uma média nacional de 7,3 valores, numa escala de zero a 20.
Já o exame relativo ao antigo programa, realizado no ano passado por cerca de 18 mil estudantes, registou uma média de 5,9 valores, a mais baixa entre todas as provas.
Segundo a associação, a escassez de tempo para a resolução foi um dos principais problemas detectados em 2006.
«Este ano, o tempo foi adequado, o grau de dificuldade e os conteúdos também. O comentário global é, por isso, positivo», salientou o professor.
Além do aumento da duração das provas, a APM aponta outros factores que poderão contribuir para resultados mais animadores, nomeadamente o facto de os alunos dos cursos tecnológicos serem dispensados da realização dos exames nacionais, à excepção dos que querem candidatar-se ao Ensino Superior, o que também não aconteceu no ano passado.
Relativamente ao exame nacional de Matemática do 9º ano, realizado hoje por cerca de 107 mil alunos, os professores da disciplina também não têm críticas a apontar.
«A prova do 9º ano pareceu-nos bastante adequada aos objectivos do programa e ao tempo de resolução», disse à Lusa a presidente da APM, Rita Bastos.
No que diz respeito a este exame, também a Sociedade Portuguesa de Matemática afirma que «a prova está, no geral, bem construída».
«Todas as questões estão explícitas, não apresentando ambiguidades. Em relação aos conteúdos programáticos, o conjunto de questões, não se afastando do programa em vigor, cobre-o de forma satisfatória. A prova é equilibrada (...) e apresenta algumas questões de interpretação, não caindo no exagero de prosa de exames anteriores», resume a SPM, em comunicado.
Em Maio, a ministra da Educação considerou que este exame, obrigatório para a conclusão do ensino básico, é «o teste final» para avaliar a eficácia das medidas em curso, nomeadamente do plano de acção lançado há um ano para melhorar os resultados à disciplina.
«Pela primeira vez», os resultados não serão apenas associados ao desempenho dos alunos, «mas também das escolas e dos professores, para o melhor e para o pior», avisou Maria de Lurdes Rodrigues.
No ano passado, os resultados no exame nacional de Matemática do 9º ano, que valem 30 por cento da classificação final da disciplina, foram, mais uma vez, muito fracos, com seis em cada dez alunos a ter nota negativa.
«Não estamos à espera de resultados muito melhores, mas pelo menos ligeiramente mais elevados do que no ano passado. Estamos confiantes numa diferença positiva a nível das notas», afirmou.
A contribuir para essa melhoria, a associação aponta, sobretudo, o acréscimo de tempo que os alunos deste ano beneficiaram para a resolução das provas, contando com mais 30 minutos do que no ano passado.
Os mais de 68 mil estudantes do ensino secundário que hoje realizaram os exames da disciplina (Matemática A, Matemática B e Matemática Aplicada às Ciências Sociais) tiveram duas horas e meia para resolver os exercícios.
Em 2006, o exame nacional relativo ao novo programa de Matemática foi um dos que registou piores resultados, com uma média nacional de 7,3 valores, numa escala de zero a 20.
Já o exame relativo ao antigo programa, realizado no ano passado por cerca de 18 mil estudantes, registou uma média de 5,9 valores, a mais baixa entre todas as provas.
Segundo a associação, a escassez de tempo para a resolução foi um dos principais problemas detectados em 2006.
«Este ano, o tempo foi adequado, o grau de dificuldade e os conteúdos também. O comentário global é, por isso, positivo», salientou o professor.
Além do aumento da duração das provas, a APM aponta outros factores que poderão contribuir para resultados mais animadores, nomeadamente o facto de os alunos dos cursos tecnológicos serem dispensados da realização dos exames nacionais, à excepção dos que querem candidatar-se ao Ensino Superior, o que também não aconteceu no ano passado.
Relativamente ao exame nacional de Matemática do 9º ano, realizado hoje por cerca de 107 mil alunos, os professores da disciplina também não têm críticas a apontar.
«A prova do 9º ano pareceu-nos bastante adequada aos objectivos do programa e ao tempo de resolução», disse à Lusa a presidente da APM, Rita Bastos.
No que diz respeito a este exame, também a Sociedade Portuguesa de Matemática afirma que «a prova está, no geral, bem construída».
«Todas as questões estão explícitas, não apresentando ambiguidades. Em relação aos conteúdos programáticos, o conjunto de questões, não se afastando do programa em vigor, cobre-o de forma satisfatória. A prova é equilibrada (...) e apresenta algumas questões de interpretação, não caindo no exagero de prosa de exames anteriores», resume a SPM, em comunicado.
Em Maio, a ministra da Educação considerou que este exame, obrigatório para a conclusão do ensino básico, é «o teste final» para avaliar a eficácia das medidas em curso, nomeadamente do plano de acção lançado há um ano para melhorar os resultados à disciplina.
«Pela primeira vez», os resultados não serão apenas associados ao desempenho dos alunos, «mas também das escolas e dos professores, para o melhor e para o pior», avisou Maria de Lurdes Rodrigues.
No ano passado, os resultados no exame nacional de Matemática do 9º ano, que valem 30 por cento da classificação final da disciplina, foram, mais uma vez, muito fracos, com seis em cada dez alunos a ter nota negativa.
22.6.07 | Etiquetas: Avaliação | 0 Comments
O ensino superior dos primórdios do século passado aos nossos dias
Rui Batista
“O verdadeiro progresso democrático não é baixara elite ao nível do povo, mas elevar o povo ao nível da elite”.Gustave Le BonPara
Uma análise do que se passa no actual ensino superior nacional é mister caracterizar a sua evolução em três períodos distintos:
1.ª - Até 1911 (data da criação da Universidade Clássica de Lisboa e da Universidade do Porto) coexistiam escolas superiores, v.g., Escolas Médico-Cirúrgicas e Curso Superior de Letras, com a única universidade de então, a de Coimbra.
2.ª - A partir de 1911, a par das três universidades referidas acima, existiam, segundo o Decreto n.º 36.507/47, de 17 de Setembro, duas escolas superiores militares - Escola do Exército e Escola Naval - e três civis: Instituto Superior de Estudos Ultramarinos, Instituto Nacional de Educação Física e curso de Arquitectura de Lisboa, com assento na Universidade Técnica de Lisboa (criada em 1930), respectivamente, em 61, 75 e 79. Neste último ano é integrado, também, o curso de Arquitectura da Cidade Invicta na Universidade do Porto.
3.ª - Nos anos sequentes ao 25 de Abril, assistiu-se a um verdadeiro boom com a criação em catadupa de universidades e instituições de ensino politécnico estatais e privadas.Em 1979, é instituído o ensino politécnico que deu azo à transformação, por exemplo, dos cursos médios dos Institutos Industriais em Institutos Superiores de Engenharia e das Escolas do Magistério Primário e de Enfermagem, respectivamente, em Escolas Superiores de Educação e de Enfermagem. Este subsistema binário do ensino superior (sendo o outro o ensino universitário) tinha como destino inicial a instalação em cidades carecidas de ensino universitário. Mas logo se instalou, de armas e bagagens, em Lisboa, Porto e Coimbra, caindo, assim, por terra esta louvável intenção, como outra não menos importante para o desenvolvimento dessas regiões: ser o ensino politécnico um ensino de curta duração e de carácter profissionalizante.Simultaneamente e em cascata, surge o ensino superior privado (em força a partir da década de 80, pela mão do então ministro da Educação Roberto Carneiro). Através de umas tantas dessas instituições universitárias (v.g., Moderna, Independente e Internacional) tem ele agora andado nas bocas do mundo, nas páginas dos jornais e nos écrans da televisão, nem sempre pelas melhores razões. Em abono da verdade, nada disto se passou sem a responsabilidade dos diferentes partidos políticos tutelares da pasta da Educação, embora tenham sido alertados para este statu quo de que eram previsíveis os funestos efeitos.A título de exemplo, em tempos, escrevia um professor da Universidade Católica, de seu nome Sérgio Rebelo, com cáustica ironia: “Onde antes havia uma pastelaria ou uma pequena mercearia, hoje “tende a haver ma universidade ou uma escola superior, onde ontem se compravam pastéis de nata e garrafas de groselha, hoje conseguem-se licenciaturas e mestrados e encomendam-se doutoramentos” (Revista Exame, 4 de Novembro de 1996). Este incontrolado crescimento do ensino superior privado, necessita de uma terapia de choque para que possa sobreviver com alguma dignidade a um estado comatoso provocado pela escassez de candidatos à sua frequência. Nunca de um unguento, destinado ao tratamento de uma simples borbulha, espalhado numa carne em adiantado estado de gangrena!Mas pior do que a doença foi procurar a cura na permissão do respectivo ingresso a maiores de 23 anos, “independentemente das habilitações académicas”, com o argumento de Mariano Gago de se tratar de “um passo para a democratização do sistema de acesso ao ensino superior!” E, desta forma, se chama democratização a uma forma de desrespeito pelo esforço daqueles que cumpriram um percurso académico culminado com o exigente 12.º ano do ensino secundário ou daqueles que em esforço pessoal se tornaram em verdadeiros autodidactas capazes de satisfazerem a seriedade do antigo exame ad hoc.Falemos claro! Em primeiro lugar, esta candidatura (que tenho como verdadeiro salto de canguru na ultrapassagem de normativos curriculares!) atenta contra o desenvolvimento científico, social e económico do País que deve assentar numa séria formação académica dos seus cidadãos do ensino básico ao ensino universitário. Em segundo lugar, é uma maneira de lançar fornadas de “licenciados” para um mercado de trabalho mais carenciado da força de uma mão-de-obra com know-how do que, na circunstância, de um simples diploma de ensino superior que pouco deverá acrescentar em termos de competência profissional e, muito menos, de cultura geral. Em terceiro lugar, tem - isso sim - como finalidade combater o decréscimo crescente de alunos de posse do 12.º ano que demandam o ensino superior, assistindo-se, desta forma, ao primado da quantidade em detrimento da qualidade de uma clientela que satisfaz, com sacrifício das magras bolsas, o rendoso negócio de umas tantas escolas privadas.Por tudo isto, não me parece ser este o caminho a seguir no acesso ao ensino superior. Poderá ser o mais expedito para os alunos, o mais rendoso para as instituições privadas e o mais credor de dividendos para os políticos. Mas é, em contrapartida, o menos sério e mais penalizante para com uma sociedade maltratada pelo facto “de uma minoria intelectual, que constitui o capital de orgulho de cada nação, se ver obrigada a cruzar os braços com inércia desdenhosa ou a deixá-los cair desoladamente sob pena de ser esterilmente derrotada” (Manuel Laranjeira, o jornal portuense “O Norte”, 1908). Ontem como hoje!
*Ex-docente da Universidade do Portoruivbaptista@sapo.pt
22.6.07 | Etiquetas: Ensino Superior | 0 Comments
Novo concurso para professores titulares no próximo ano lectivo
A ministra da Educação comprometeu-se hoje a abrir, já no próximo ano lectivo, um novo concurso para professores titulares, a que poderão candidatar-se todos os docentes que este ano não conseguirem aceder à mais alta categoria da carreira.
Em entrevista à Antena 1, Maria de Lurdes Rodrigues disse que "o pacote legislativo relativo à regulamentação do Estatuto da Carreira Docente", que ainda falta, deverá estar concluído no final deste mês, prevendo-se a abertura de um novo concurso em 2007/2008."O meu compromisso com as escolas e com os professores é abrir no próximo ano um novo concurso para professor titular, em data que ainda não é possível antecipar porque os instrumentos ainda não estão produzidos", adiantou a ministra.Cerca de 50 mil docentes do topo da carreira candidataram-se ao primeiro concurso de acesso a professor titular, cuja fase de candidaturas decorreu entre 4 e 11 de Junho.Dos 49.884 professores que concorreram à mais elevada das duas categorias em que se divide a nova carreira, 30.168 são dos 8º e 9º escalões, estando dependentes de vaga para aceder a titular.Como a tutela abriu apenas 18.563 lugares nos agrupamentos de escolas, 11.605 docentes não terão vaga, ficando assim impedidos de subir na carreira.Ao concurso candidataram-se ainda 19.716 professores do 10º escalão (o último da profissão), sendo que estes não estão sujeitos a vaga, bastando-lhes somar 95 pontos no conjunto dos diversos factores em análise.No entanto, muitos destes docentes também poderão não chegar a titular, uma vez que aquela pontuação não é fácil de alcançar, sendo mesmo impossível para um professor que não tenha desempenhado cargos nos últimos sete anos, mesmo que tenha tido uma avaliação positiva e nunca tenha faltado.Alegando a escassez de vagas e a existência de ilegalidades no aviso de abertura do concurso, a plataforma sindical de professores já avisou que iria recorrer à justiça, admitindo entupir os tribunais com milhares de processos interpostos pelos docentes que não conseguirem aceder a titular.Na entrevista de hoje à Antena 1, Maria de Lurdes Rodrigues desvalorizou, no entanto, as críticas das organizações sindicais, considerando que as mesmas não representam a opinião dos docentes."Os sindicatos protestam, mas os professores sabem que nem todos poderão passar. Uma quota de 50 por cento nas categorias do 8º e 9º escalões é muitíssimo generosa e os professores sabem isso", concluiu.
Em entrevista à Antena 1, Maria de Lurdes Rodrigues disse que "o pacote legislativo relativo à regulamentação do Estatuto da Carreira Docente", que ainda falta, deverá estar concluído no final deste mês, prevendo-se a abertura de um novo concurso em 2007/2008."O meu compromisso com as escolas e com os professores é abrir no próximo ano um novo concurso para professor titular, em data que ainda não é possível antecipar porque os instrumentos ainda não estão produzidos", adiantou a ministra.Cerca de 50 mil docentes do topo da carreira candidataram-se ao primeiro concurso de acesso a professor titular, cuja fase de candidaturas decorreu entre 4 e 11 de Junho.Dos 49.884 professores que concorreram à mais elevada das duas categorias em que se divide a nova carreira, 30.168 são dos 8º e 9º escalões, estando dependentes de vaga para aceder a titular.Como a tutela abriu apenas 18.563 lugares nos agrupamentos de escolas, 11.605 docentes não terão vaga, ficando assim impedidos de subir na carreira.Ao concurso candidataram-se ainda 19.716 professores do 10º escalão (o último da profissão), sendo que estes não estão sujeitos a vaga, bastando-lhes somar 95 pontos no conjunto dos diversos factores em análise.No entanto, muitos destes docentes também poderão não chegar a titular, uma vez que aquela pontuação não é fácil de alcançar, sendo mesmo impossível para um professor que não tenha desempenhado cargos nos últimos sete anos, mesmo que tenha tido uma avaliação positiva e nunca tenha faltado.Alegando a escassez de vagas e a existência de ilegalidades no aviso de abertura do concurso, a plataforma sindical de professores já avisou que iria recorrer à justiça, admitindo entupir os tribunais com milhares de processos interpostos pelos docentes que não conseguirem aceder a titular.Na entrevista de hoje à Antena 1, Maria de Lurdes Rodrigues desvalorizou, no entanto, as críticas das organizações sindicais, considerando que as mesmas não representam a opinião dos docentes."Os sindicatos protestam, mas os professores sabem que nem todos poderão passar. Uma quota de 50 por cento nas categorias do 8º e 9º escalões é muitíssimo generosa e os professores sabem isso", concluiu.
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Vídeo-vigilância em todas as escolas no próximo ano lectivo
O sistema de vídeo-vigilância vai ser generalizado a todas as escolas no próximo ano lectivo, garantiu hoje a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, em entrevista à Antena 1.
Em declarações à rádio, a ministra disse que a instalação de câmaras vai permitir, sobretudo, "proteger as escolas do exterior", uma vez que se têm registado "alguns assaltos" a estabelecimentos de ensino."Para criar melhores condições de trabalho para os professores e para as escolas e um clima de maior confiança para os alunos, o que está previsto é a instalação dos sistemas de vigilância. Já era um compromisso para este ano e estamos a cumpri-lo. [O Ministério da Educação] vai criar condições para que todas as escolas possam dispor desse equipamento", disse.A generalização de circuitos de vídeo-vigilância nos estabelecimentos de ensino foi anunciada em Janeiro, na sequência de um encontro entre o Ministério da Educação e o grupo coordenador do Programa Escola Segura.Segundo um relatório da PSP divulgado no final de 2006, a criminalidade nas escolas portuguesas aumentou 15 por cento no passado ano lectivo, tendo sido efectuadas 46 detenções pelos efectivos do Programa Escola Segura, principalmente por roubo, tráfico de droga, agressões e furtos. Em Novembro do ano passado, o Governo anunciou uma reestruturação deste programa, criando uma equipa de missão que, até 2009, vai avaliar a situação de violência nos estabelecimentos de ensino e propor novas políticas de segurança.
Em declarações à rádio, a ministra disse que a instalação de câmaras vai permitir, sobretudo, "proteger as escolas do exterior", uma vez que se têm registado "alguns assaltos" a estabelecimentos de ensino."Para criar melhores condições de trabalho para os professores e para as escolas e um clima de maior confiança para os alunos, o que está previsto é a instalação dos sistemas de vigilância. Já era um compromisso para este ano e estamos a cumpri-lo. [O Ministério da Educação] vai criar condições para que todas as escolas possam dispor desse equipamento", disse.A generalização de circuitos de vídeo-vigilância nos estabelecimentos de ensino foi anunciada em Janeiro, na sequência de um encontro entre o Ministério da Educação e o grupo coordenador do Programa Escola Segura.Segundo um relatório da PSP divulgado no final de 2006, a criminalidade nas escolas portuguesas aumentou 15 por cento no passado ano lectivo, tendo sido efectuadas 46 detenções pelos efectivos do Programa Escola Segura, principalmente por roubo, tráfico de droga, agressões e furtos. Em Novembro do ano passado, o Governo anunciou uma reestruturação deste programa, criando uma equipa de missão que, até 2009, vai avaliar a situação de violência nos estabelecimentos de ensino e propor novas políticas de segurança.
22.6.07 | Etiquetas: Educação - Ministério da Educação | 0 Comments
Cursos profissionais reforçados para combater o abandono escolar
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje, em Torres Novas, um reforço substancial dos cursos profissionalizantes para o ensino básico e secundário, numa aposta que visa combater o insucesso e o abandono escolar.
Na apresentação dos cursos do programa Novas Oportunidades para o próximo ano lectivo, José Sócrates explicou que o objectivo final do Governo é que metade dos alunos opte por este tipo de ensino, cumprindo as recomendações da OCDE nesta matéria.Segundo o primeiro-ministro, o aumento do número total de alunos nas escolas que se verificou no ano passado deve-se ao regresso de muitos jovens ao ensino através destes cursos, um resultado que inverte uma tendência de dez anos em que existiam cada vez menos jovens a estudar nestes escalões. "São mudanças muito difíceis de aceitar", que não foram executadas pelos governos anteriores porque "só produzem resultados a longo prazo", disse José Sócrates, salientando que esta alteração é decisiva para o futuro de Portugal."Nenhum país pode competir na primeira linha da economia global se apenas tiver 30 por cento" da população com o 12º ano, afirmou.Nesse sentido, é responsabilidade do Governo fazer "a promoção desses cursos profissionais e tecnológicos" de modo a que haja "procura" para a oferta agora apresentada."É muito importante que os jovens saibam que têm esta oportunidade", afirmou José Sócrates, instantes depois de ter entregue manuais com a oferta existente a finalistas do 9º anoNos cursos profissionalizantes "a taxa de insucesso e abandono escolar é muito menor" porque os alunos sabem que saem da escola com uma certificação profissional que "os habilita para o mercado de trabalho", sublinhou o primeiro-ministro.Ministra fala em "revolução silenciosa e tranquila"Na cerimónia também esteve presente a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que considerou o reforço do número de cursos "uma revolução silenciosa e tranquila" nas escolas que estão a adaptar "a sua oferta formativa às expectativas dos jovens e das suas famílias".Trata-se de "um processo lento e por vezes doloroso", para o qual tem contribuído "o empenho e motivação" da comunidade escolar, defendeu. No entanto, para completar este esforço, o Governo tenciona investir nos próximos anos na "modernização dos espaços e equipamentos das escolas" e alargar também "a cobertura da acção social escolar" no secundário."Temos de ter a garantia que nenhum aluno fica de fora [do sistema] por razões sociais e económicas", sustentou a ministra.Para o próximo ano lectivo, o número de cursos profissionais, tecnológicos, de aprendizagem e de educação e formação aumenta para 5000, mais 1700 do que no ano passado e o dobro do que em 2005/06.Segundo o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, em cada escola, "a quase totalidade dos alunos do ensino secundário e básico poderá optar por um curso profissionalizante que o habilita para o mercado de trabalho"."Todos os jovens terão a oportunidade de seguir os estudos [com vista à universidade] ou tirar um curso secundário para obter uma certificação profissional de nível 3", garantiu o secretário de Estado, salientando que estas opções existem "praticamente em todas as escolas do país".
Na apresentação dos cursos do programa Novas Oportunidades para o próximo ano lectivo, José Sócrates explicou que o objectivo final do Governo é que metade dos alunos opte por este tipo de ensino, cumprindo as recomendações da OCDE nesta matéria.Segundo o primeiro-ministro, o aumento do número total de alunos nas escolas que se verificou no ano passado deve-se ao regresso de muitos jovens ao ensino através destes cursos, um resultado que inverte uma tendência de dez anos em que existiam cada vez menos jovens a estudar nestes escalões. "São mudanças muito difíceis de aceitar", que não foram executadas pelos governos anteriores porque "só produzem resultados a longo prazo", disse José Sócrates, salientando que esta alteração é decisiva para o futuro de Portugal."Nenhum país pode competir na primeira linha da economia global se apenas tiver 30 por cento" da população com o 12º ano, afirmou.Nesse sentido, é responsabilidade do Governo fazer "a promoção desses cursos profissionais e tecnológicos" de modo a que haja "procura" para a oferta agora apresentada."É muito importante que os jovens saibam que têm esta oportunidade", afirmou José Sócrates, instantes depois de ter entregue manuais com a oferta existente a finalistas do 9º anoNos cursos profissionalizantes "a taxa de insucesso e abandono escolar é muito menor" porque os alunos sabem que saem da escola com uma certificação profissional que "os habilita para o mercado de trabalho", sublinhou o primeiro-ministro.Ministra fala em "revolução silenciosa e tranquila"Na cerimónia também esteve presente a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que considerou o reforço do número de cursos "uma revolução silenciosa e tranquila" nas escolas que estão a adaptar "a sua oferta formativa às expectativas dos jovens e das suas famílias".Trata-se de "um processo lento e por vezes doloroso", para o qual tem contribuído "o empenho e motivação" da comunidade escolar, defendeu. No entanto, para completar este esforço, o Governo tenciona investir nos próximos anos na "modernização dos espaços e equipamentos das escolas" e alargar também "a cobertura da acção social escolar" no secundário."Temos de ter a garantia que nenhum aluno fica de fora [do sistema] por razões sociais e económicas", sustentou a ministra.Para o próximo ano lectivo, o número de cursos profissionais, tecnológicos, de aprendizagem e de educação e formação aumenta para 5000, mais 1700 do que no ano passado e o dobro do que em 2005/06.Segundo o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, em cada escola, "a quase totalidade dos alunos do ensino secundário e básico poderá optar por um curso profissionalizante que o habilita para o mercado de trabalho"."Todos os jovens terão a oportunidade de seguir os estudos [com vista à universidade] ou tirar um curso secundário para obter uma certificação profissional de nível 3", garantiu o secretário de Estado, salientando que estas opções existem "praticamente em todas as escolas do país".
20.6.07 | | 0 Comments
Escolas estão a viver uma revolução tranquila e silenciosa
A ministra da Educação afirmou hoje que as escolas portuguesas estão a viver uma revolução tranquila e silenciosa, ao intervir durante uma acção das Novas Oportunidades (www.novasoportunidades.gov.pt), realizada na Escola Manuel Figueiredo, em Torres Novas.
Maria de Lurdes Rodrigues sustentou a sua afirmação com o facto de a escola estar a mudar.
A diversificação e extensão da oferta formativa associada à iniciativa Novas Oportunidades é um exemplo desta mudança, que aliás permitiu que no presente ano lectivo se interrompesse e invertesse a tendência de redução da população estudantil, após 10 anos de diminuições sucessivas (ver Perfil do Sistema de Ensino).
Mas os exemplos desta mudança não faltam, das actividades de enriquecimento curricular às aulas de substituição, do aumento do número de refeições servidas ao apetrechamento técnico e ao reordenamento da rede escolar, passando, entre outros, pela racionalização na gestão dos recursos (ver relatório da Inspecção-Geral da Educação, em www.ige.min-edu.pt, sobre a organização do ano escolar).
O desafio que agora se coloca, adiantou a ministra, é o da sustentação desta mudança, a propósito do que particularizou a modernização tecnológica das escolas e o alargamento da acção social escolar no Ensino Secundário.
A intervenção de Maria de Lurdes Rodrigues ocorreu durante a apresentação da oferta de cursos profissionalizantes para o ano lectivo 2007/08, que contou com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates.
O chefe do Governo realçou o aumento substancial de cursos profissionalizantes para o ensino básico e secundário, indicado pelos números apurados pelo Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação, e que hoje foram divulgados.
Alarga-se assim o leque de opções de cursos profissionalizantes para os alunos do ensino básico e secundário, que lhes dão uma dupla qualificação – escolar e profissional – e facilitam a sua inserção no mercado de trabalho.
O total destes cursos era de 2571 em 005/06, passou para 3344 em 2006/07 e prevê-se que ‘dispare’ para os 4946 no próximo ano lectivo.
Com referência à oferta de cursos para 2007/08, a expansão mais acentuada é apresentada pelos cursos profissionais (ver glossário), que quase duplicam de um ano para o outro, ao passarem de 1048 para 2011, e praticamente quadruplicam em dois anos, uma vez que não passavam de apenas 531 em 2005/06.
O maior conjunto, porém, é o dos cursos de educação e formação (CEF), que totalizam 2382, valor que resulta também de um crescimento significativo, como se vê quando se compara com os 1507 de 2006/07 e 1029 de 2005/06.
Já os cursos tecnológicos estão a perder importância – baixando sucessivamente: de 721 para 489 e daqui para 246 –, enquanto os de aprendizagem mantêm o nível absoluto, com os 290 registados no último e no actual ano lectivo a aumentarem para 307 no próximo.
Por níveis de ensino, no básico predominam esmagadoramente os CEF (2090 cursos previstos para 2007/08 no total de 3010), enquanto no secundário o domínio avassalador dos cursos profissionais (2011 previstos para o próximo ano lectivo) ainda permite alguma visibilidade dos outros cursos: prevê-se que venham a existir 292 CEF, 246 tecnológicos e 287 de aprendizagem.
Por outro lado, a informação agora disponibilizada permite ver que é graças ao aumento da oferta pública que este tipo de ensino se expande.
Assim, a oferta dos estabelecimentos públicos mais do que duplica de 2005/06 para 2007/08, ao passar de 1948 para 3976, enquanto o ritmo de crescimento da oferta dos privados é menor, ao passar, no mesmo período, de 623 para 970 cursos.
Recorde-se que foi a expansão do ensino profissional que permitiu interromper – e inverter – o fenómeno de redução continuada do número de estudantes (ver Perfil do Sistema de Ensino).
A Iniciativa Novas Oportunidades visa fazer do 12.º ano o referencial mínimo de formação para todos os jovens, colocar metade dos jovens do ensino secundário em cursos tecnológicos e profissionais e qualificar um milhão de activos até 2010.
Cálculos da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) apontam para que o aumento de um ano de escolaridade contribua para um aumento correlativo do produto interno bruto entre 0,3 e 0,5 pontos percentuais.
Da mesma forma, a OCDE estima que mais um ano de escolaridade esteja associado a um aumento nas taxas de actividade e emprego entre 1,1 e 1,7 pontos percentuais.
Os números relativos a Portugal indicam ainda que mais escolaridade está associada a uma menor taxa de desemprego (78 por cento dos desempregados inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional em 2005 tinham apenas o ensino básico ou menos) e que um trabalhador sem ensino secundário ganha em média menos 40 por cento do que um outro com esta escolaridade.
Maria de Lurdes Rodrigues sustentou a sua afirmação com o facto de a escola estar a mudar.
A diversificação e extensão da oferta formativa associada à iniciativa Novas Oportunidades é um exemplo desta mudança, que aliás permitiu que no presente ano lectivo se interrompesse e invertesse a tendência de redução da população estudantil, após 10 anos de diminuições sucessivas (ver Perfil do Sistema de Ensino).
Mas os exemplos desta mudança não faltam, das actividades de enriquecimento curricular às aulas de substituição, do aumento do número de refeições servidas ao apetrechamento técnico e ao reordenamento da rede escolar, passando, entre outros, pela racionalização na gestão dos recursos (ver relatório da Inspecção-Geral da Educação, em www.ige.min-edu.pt, sobre a organização do ano escolar).
O desafio que agora se coloca, adiantou a ministra, é o da sustentação desta mudança, a propósito do que particularizou a modernização tecnológica das escolas e o alargamento da acção social escolar no Ensino Secundário.
A intervenção de Maria de Lurdes Rodrigues ocorreu durante a apresentação da oferta de cursos profissionalizantes para o ano lectivo 2007/08, que contou com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates.
O chefe do Governo realçou o aumento substancial de cursos profissionalizantes para o ensino básico e secundário, indicado pelos números apurados pelo Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação, e que hoje foram divulgados.
Alarga-se assim o leque de opções de cursos profissionalizantes para os alunos do ensino básico e secundário, que lhes dão uma dupla qualificação – escolar e profissional – e facilitam a sua inserção no mercado de trabalho.
O total destes cursos era de 2571 em 005/06, passou para 3344 em 2006/07 e prevê-se que ‘dispare’ para os 4946 no próximo ano lectivo.
Com referência à oferta de cursos para 2007/08, a expansão mais acentuada é apresentada pelos cursos profissionais (ver glossário), que quase duplicam de um ano para o outro, ao passarem de 1048 para 2011, e praticamente quadruplicam em dois anos, uma vez que não passavam de apenas 531 em 2005/06.
O maior conjunto, porém, é o dos cursos de educação e formação (CEF), que totalizam 2382, valor que resulta também de um crescimento significativo, como se vê quando se compara com os 1507 de 2006/07 e 1029 de 2005/06.
Já os cursos tecnológicos estão a perder importância – baixando sucessivamente: de 721 para 489 e daqui para 246 –, enquanto os de aprendizagem mantêm o nível absoluto, com os 290 registados no último e no actual ano lectivo a aumentarem para 307 no próximo.
Por níveis de ensino, no básico predominam esmagadoramente os CEF (2090 cursos previstos para 2007/08 no total de 3010), enquanto no secundário o domínio avassalador dos cursos profissionais (2011 previstos para o próximo ano lectivo) ainda permite alguma visibilidade dos outros cursos: prevê-se que venham a existir 292 CEF, 246 tecnológicos e 287 de aprendizagem.
Por outro lado, a informação agora disponibilizada permite ver que é graças ao aumento da oferta pública que este tipo de ensino se expande.
Assim, a oferta dos estabelecimentos públicos mais do que duplica de 2005/06 para 2007/08, ao passar de 1948 para 3976, enquanto o ritmo de crescimento da oferta dos privados é menor, ao passar, no mesmo período, de 623 para 970 cursos.
Recorde-se que foi a expansão do ensino profissional que permitiu interromper – e inverter – o fenómeno de redução continuada do número de estudantes (ver Perfil do Sistema de Ensino).
A Iniciativa Novas Oportunidades visa fazer do 12.º ano o referencial mínimo de formação para todos os jovens, colocar metade dos jovens do ensino secundário em cursos tecnológicos e profissionais e qualificar um milhão de activos até 2010.
Cálculos da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) apontam para que o aumento de um ano de escolaridade contribua para um aumento correlativo do produto interno bruto entre 0,3 e 0,5 pontos percentuais.
Da mesma forma, a OCDE estima que mais um ano de escolaridade esteja associado a um aumento nas taxas de actividade e emprego entre 1,1 e 1,7 pontos percentuais.
Os números relativos a Portugal indicam ainda que mais escolaridade está associada a uma menor taxa de desemprego (78 por cento dos desempregados inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional em 2005 tinham apenas o ensino básico ou menos) e que um trabalhador sem ensino secundário ganha em média menos 40 por cento do que um outro com esta escolaridade.
20.6.07 | Etiquetas: Educação - Ministério da Educação | 0 Comments
Prova única com críticas
19 de Junho de 2007, Correio da Manhã
67 mil alunos dão hoje início à longa maratona de exames nacionais. A primeira prova é de PortuguêsHoje, quando forem 09h00, cerca de 67 mil alunos enfrentam o primeiro exame nacional de 2007. O Português é a prova que abre esta primeira fase, surgindo com uma novidade que está a motivar críticas por parte dos docentes.
A Associação de Professores de Português tem receio de que a prova única para o novo e antigo programas do 12.º ano crie desigualdades entre os vários alunos que se vão submeter a exame, sobretudo nos que têm maiores dificuldades e piores resultados.O Português é a única disciplina em que todos os alunos do Secundário terão obrigatoriamente de fazer exame nacional, mesmo que não tenham por intenção concorrer ao Ensino Superior. Nesta edição, a prova contará apenas com matéria do 12.º ano.No ano passado o Ministério da Educação entendeu aprovar um exame único comum às duas reformas curriculares (1989 e 2004). Depois da intensa polémica em torno da repetição dos exames de Química e Física e das críticas às provas de Matemática, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues justificou a mudança – que entra este ano em vigor – com a necessidade de garantir igualdade de oportunidades na avaliação e acesso à universidade. “Os problemas que ocorreram revelaram uma desigualdade de condições”, disse na altura a ministra, lembrando que “os alunos podiam fazer, para um mesmo acesso, exames muito diferentes à mesma disciplina”.O argumento usado pela governante não convence Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português, que explicou ao CM a “apreensão” em torno do modelo único de exame àquela disciplina. “Temos receio da injustiça que pode causar em alunos que não tiveram o programa da maioria”, entre os quais estão os que não transitaram de ano e os que frequentam os cursos técnico-profissionais, explica o docente. “Num exame que o ME entende ser de Secundário, e que nós defendemos que deve ser um exame de acesso à universidade, não nos parece admissível que se façam provas iguais para alunos que tiveram matérias diferentes ao longo do ano”, afirma Feytor Pinto, lembrando que os dois programas têm “conteúdos muitos diferentes”. “No antigo programa ‘Os Maias’ eram obra obrigatória e no novo programa só é obrigatória uma obra de Eça de Queiroz, que pode ou não ser ‘Os Maias’”, explica o professor.A Associação de Professores de Português não torce o nariz apenas à estrutura única, mas à avaliação idêntica de alunos com características distintas. “Todos os alunos dos programas antigos e dos cursos técnico-profissionais vão fazer o exame pensado para o programa novo”, diz o professor, argumentando que estes alunos são tipicamente os que já têm “mais dificuldades e piores notas”. “Vamos reforçar a desvantagem já existente”, defende. PAI APLAUDE A DECIDSÃO DO TC
Joaquim Lopes, pai da primeira aluna a mover uma providência cautelar contra o Ministério da Educação pela repetição dos exames do ano passado, está satisfeito com o acórdão do Tribunal Constitucional (TC), que classificou de “inconstitucional” a decisão do Governo. “Foi o nosso argumento desde a primeira hora e verificar que a mais alta instância judicial corroborou a nossa posição é agradável”, afirmou ao CM. Após a repetição do exame, a filha entrou na Faculdade de Medicina de Coimbra. Apesar de apenas ter querido fazer “a reparação de uma injustiça gritante”, Joaquim Lopes acha “lógico que os alunos que se sentiram prejudicados não entrando nos cursos recorram agora aos tribunais para serem ressarcidos por um dano importante”. “Para muitos foi o enterrar de um sonho”, sublinha. ACÓRDÃO FICA NA GAVETAVirgílio Meira Soares, presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), foi apanhado de surpresa com a decisão do Tribunal Constitucional, que considerou “inconstitucional” a repetição dos exames de Química e Física, autorizada há um ano, em despacho, pelo Ministério da Educação. A CNAES parou de imediato a aprovação de um acórdão que permitiria aos alunos que se quisessem candidatar este ano à 1.ª fase do acesso ao Ensino Superior fazê-lo com as notas obtidas nos exames àquelas duas disciplinas em 2006. “A primeira reacção foi dizer: ‘Pare-se tudo enquanto é possível’”, contou ao CM. Segundo o responsável , está em causa “o acesso de um número reduzido de alunos”. A cerca de um mês do início da 1.ª fase de acesso, Meira Soares sabe que “o assunto tem de ser resolvido a curto prazo”. “Estou à espera que os meus colegas da comissão dêem a sua opinião.” Para já, procura-se “evitar que surjam mais processos judiciais” com este acórdão
SAIBA MAIS- 280 mil alunos dos ensinos Básico e Secundário começam hoje os exames nacionais. As disciplinas de Português e Matemática são as que têm mais alunos inscritos nas provas do 11.º e 12.º anos.- 105 mil estudantes do 12.º ano vão fazer os exames nacionais de olhos postos no Ensino Superior. Dois terços dos alunos têm na sua mira uma vaga na universidade.
PRIMEIRA FASE
A primeira fase de exames do Secundário só termina no dia 26 de Junho. Os alunos que não forem à primeira data marcada ficam automaticamente inscritos nos exames da 2.ª fase.
RESULTADOS
As pautas do 9.º ano são afixadas dia 11 de Julho. No Secundário os resultados da 1.ª fase saem a 6 de Julho.
CANDIDATURAS
A 1.ª fase do acesso ao Ensino Superior decorre entre 27 de Julho a 3 de Agosto.
19.6.07 | Etiquetas: Avaliação | 0 Comments
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