No âmbito do Laboratório de Avaliação da Qualidade Educativa (LAQE), estrutura funcional do Centro de Investigação Didáctica e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) da Universidade de Aveiro, foi criado, em Março de 2007, o presente blogue onde são colocadas, notícias da imprensa da área da Avaliação Educativa. Esta recolha tem como principal finalidade avaliar o impacte, nos mass media, das questões de avaliação educativas.

Sociedade Portuguesa de Física surpreendida com maus resultados à disciplina

06.07.2007 - Jornal Público

A Sociedade Portuguesa de Física (SPF) manifestou-se hoje “surpreendida” com as médias negativas nos dois exames nacionais realizados à disciplina, congratulando-se com o lançamento de um plano de recuperação de resultados, anunciado pela Ministra da Educação.
De acordo com dados divulgados hoje pelo Ministério da Educação, é nas Ciências que se verificam as notas mais baixas, com os exames de Física (12º ano) e de Física e Química A (11º ano) a figurar entre as três provas com a média mais baixa (6,6 e 7,2, respectivamente).“Estes resultados foram de alguma forma uma surpresa. Na prova de Física e Química A os professores esperavam que as notas subissem, até porque a média do ano passado (7,4 valores) foi justificada pelo facto de ser um exame novo, com características um pouco diferentes do que aquilo a que os alunos estavam habituados”, afirmou Fernando Parente, vice-presidente da SPF, em declarações à Lusa.Relativamente a 2006, a nota dos alunos internos a Física e Química A caiu 0,2 valores, passando de 7,4 para 7,2, enquanto a Física passou de 7,7 para 6,6 valores.Para a Sociedade Portuguesa de Física é também “uma grande surpresa” a descida das notas no exame do 12º ano, sendo este o resultado de “algum desinvestimento por parte da tutela” na área das Ciências, sobretudo porque esta disciplina já não serve de prova de ingresso no acesso ao Ensino Superior.Plano de intervenção aplaudidoNo entanto, o vice-presidente da SPF aplaudiu a decisão da ministra da Educação, que hoje anunciou a criação de um plano de intervenção para estas duas disciplinas, à semelhança do que foi lançado há um ano para a Matemática.“Penso lançar às escolas um desafio de criação de planos de recuperação dos resultados ainda antes do final deste ano escolar. Não podemos desistir da Física, como não desistimos da Matemática”, frisou hoje Maria de Lurdes Rodrigues.“Apoiamos completamente esta decisão”, comentou Fernando Parente, salientando, contudo, que a medida “só peca por tardia”.O responsável destacou ainda o reforço da vertente experimental na área das Ciências a partir do próximo ano lectivo, através do aumento da carga horária, o que irá permitir criar turmas mais pequenas.Em termos globais, o desempenho médio dos estudantes é positivo em 28 dos 36 exames do secundário realizados este ano na primeira fase, com principal destaque para a média da prova de Matemática, que este ano ficou, pela primeira vez, acima dos dez valores, registando-se uma subida de 2,5 valores em relação a 2006.

Universidades e politécnicos abrem mais 2182 vagas do que em 2006

06.07.2007 - Jornal Público

O número de vagas abertas no ensino superior público para o próximo ano lectivo aumentou, com mais 2182 lugares do que em 2006, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
No total, as universidades e institutos politécnicos disponibilizam 48.710 vagas, num total de 1031 cursos, mais 56 do que no ano passado, um aumento que inverte a tendência registada nos últimos anos.Nas licenciaturas de Medicina, um dos cursos mais procurados pelos estudantes, abrem este ano 1332 vagas no continente, mais 48 que em 2006.Dos 1031 cursos, 911 (88 por cento) estão já adaptados ou foram criados de raiz nos moldes do Processo de Bolonha, prevendo-se que todos estejam já a funcionar de acordo com os novos princípios até 2010.No ano passado, dos 975 cursos disponíveis, 470 já estavam adequados ao Processo de Bolonha. O concurso nacional de candidaturas ao ensino superior público arranca segunda-feira para os alunos que já concluíram o 12º ano, tendo realizado os exames nacionais na 1ª fase.

Alunos de Medicina em igualdade com espanhóis

06.07.07 , Diário de Notícias

Nos anos 90 foram os clínicos galegos a fazer as especializações em Portugal, suprindo as lacunas existentes em vários centros de saúde. Agora é a vez de a Galiza demonstrar preocupação com a igualdade de circunstâncias em que alunos portugueses vão passar a concorrer ao curso de Medicina da Universidade de Santiago de Compostela (USC).A partir do próximo ano, cumprindo a legislação comunitária, os portugueses deixam de estar obrigados à realização de uma prova específica de acesso. Para o curso de Medicina, aquela universidade galega pública, uma das mais prestigiadas do país vizinho, prevê 300 vagas já no próximo ano, admitindo-se que os estudantes lusos representem, na contas finais, um "número significativo".No ano lectivo que está a chegar ao fim, segundo números divulgados pela USC, o curso de medicina registou a inscrição de 1200 alunos - 300 eram portugueses -, com uma nota mínima de entrada de 16,5 valores. A partir de agora, explicou fonte da instituição, qualquer estudante que "tenha superado os exames de acesso à universidade" portuguesa e "tenha nota adequada" pode ingressar, em "igualdade de oportunidades". A situação está a motivar preocupação junto das autoridades galegas, que conhecem bem a realidade portuguesa, de uma grande procura para pouca oferta nos cursos de Medicina. Em Portugal há alunos com notas muito elevadas que todos os anos são afastados, mas que poderão ter maior facilidade para entrar, em disputa directa, naquela universidade galega. Numa altura em que o processo de candidaturas já está fechado, o Ministério da Educação espanhol admite que o número de candidatos às universidades daquele país chegue às três centenas.

Matemática: associação alerta que médias não podem ser comparadas


A Associação de Professores de Matemática alerta que as médias dos resultados no exame deste ano não são directamente comparáveis com as dos anos anteriores, devido a um conjunto de alterações introduzidas desde o ano passado.
"Pela primeira vez este ano, os alunos dos cursos tecnológicos fazem um exame diferente — Matemática B — e não têm obrigatoriedade de o fazer para terminar o ensino secundário. Também fazem exame de Matemática B os alunos dos cursos de Artes Visuais que tenham optado pela frequência desta disciplina", enfatiza a direcção da associação, num comunicado enviado ao PÚBLICO, em que reage aos resultados da primeira fase dos exames do ensino secundário, hoje divulgados, e aos comentários do Ministério da Educação.A associação considera também que "contribuiu para a subida da média o aumento do tempo para realizar a prova", que este ano passou a ser de 2h30m, como aliás o Ministério da Educação também assinalou no seu comunicado.Por outro lado, considera que "o esforço e o trabalho realizado pelos alunos, pelos professores e pelas escolas é certamente de valorizar este ano, tal como nos anos anteriores", e manifesta "a sua satisfação pelo facto de as médias das provas de Matemática A e Matemática Aplicada às Ciências Sociais serem positivas".É também salientado que "não é possível considerar uma série longa de resultados obtidos nas disciplinas de Física e Química e Biologia e Geologia, porque é o segundo ano em que se realizam estes exames".A Associação de Professores de Matemática lembra que "até 2005 não havia exames das disciplinas de Ciências Físico Químicas e Biologia e Geologia (bienais) que, embora com programas diferentes, eram as antecessoras das actuais disciplinas sujeitas a exame. Até 2005, o que havia era exames de disciplinas anuais, opcionais no 12º ano, de Física, Química, Biologia, e Geologia".Finalmente manifesta-se "preocupada com as classificações obtidas no exame de Matemática B, e está empenhada em continuar a desenvolver o trabalho de promoção do ensino e da aprendizagem da Matemática, em todos os níveis".

Fundação de ensino na Madeira

5 de Julho de 2007, Jornal de Notícias

"A Universidade da Madeira dada a sua juventude, dimensão e localização deve considerar seriamente a possibilidade de se transformar numa fundação", afirma Pedro Telhado Pereira, reitor da referida instituição. No Porto, o reitor diz que "as fundações constituem um dos modelos que valerá a pena equacionar, a par do de instituto público, mas com um modelo de gestão muito diferente do actual".Pedro Telhado Pereira considera que a fundação, sendo de direito privado, permite formas de gestão "mais de acordo com a nossa dimensão". Por outro lado há uma aproximação na fundação entre a academia e o meio envolvente, representado no Conselho de Curadores, o qual vai poder manifestar a sua concordância com a estratégia da Universidade e aprová-la. Ainda segundo o reitor da Universidade da Madeira, os Curadores não se poderão alhear das especificidades da instituição e deixar de ser elos para a defesa da necessidade de encontrar respostas para a problemática das universidades localizadas nas regiões ultraperiféricas."Parece-me que a Universidade da Madeira deve discutir a sua transformação em fundação; transformação que eu e a minha equipa apoiamos", afirma.Segundo fontes sindicais do sector, a fundação poderá ser uma forma de contornar ou responder à decisão do Governo da República em não dar a dupla tutela à Região Autónoma da Madeira da Universidade da Madeira. "Penso que o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) deve permitir maior liberdade organizativa às fundações através de soluções como as apontadas no relatório da OCDE", sublinha Pedro Telhado Pereira, numa referência a eventuais ajustes no debate da especialidade na Assembleia da República.José Marques dos Santos, reitor da Universidade do Porto, não é um entusiasta como o seu homólogo da Madeira, mas deixa a porta aberta. "Ainda é cedo para responder categoricamente a esta questão. Pessoalmente, considero essencial que haja mudanças no modelo de governação das universidades portuguesas", acrescentando que a fundação é um modelo que vale a pena equacionar."Quanto à existência da possibilidade de opção voluntária para propor a adopção do modelo fundacional por parte das universidades, acho que em princípio deve existir", afirma Carlos Costa, director da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), instituição a propósito da qual se especula sobre a hipótese de autonomização e passagem a fundação. Carlos Costa considera ainda cedo para discutir esse cenário para a FEUP."Não é possível dizer, neste momento, para que lado pende a balança", diz o reitor da Universidade do Porto.

A lua de Saturno que parece esponja

05.07.07 , Diário de Notícias

Com uma forma irregular, e uma órbita igualmente irregular, Hyperion é a oitava maior lua de Saturno e, embora idêntica os outros satélites gelados que orbitam aquele planeta do sistema solar, a sua superfície é diferente. Até agora não se sabia porquê, mas o seu segredo foi revelado pela sonda Cassini: Hyperion está cheia de crateras, é extremamente porosa e parece uma esponja.A sua composição, na qual entram compostos de carbono e água, é outra surpresa que está a entusiasmar os cientistas. O facto de estes "tijolos" básicos da vida estarem presentes naquela lua do planeta dos anéis leva os investigadores a pensar que eles poderão ser afinal muito mais frequentes no sistema solar do que se supunha até agora. Estas descobertas, que permitem fazer um novo retrato daquela lua saturniana, são publicadas hoje em dois diferentes artigos na revista Nature.Perceber Hyperion era um dos objectivos da sonda Cassini, da NASA, que está na órbita de Saturno desde 2005. E foi ainda nesse ano que a nave fez uma aproximação a essa lua para fazer a sua observação.O estudo dos seus registos, feito por duas diferentes equipas internacionais, revelou agora o rosto esponjoso de Hyperion e também a sua composição. As crateras têm entre dois e 10 quilómetros, mas sua distribuição é invulgar. E a densidade daquela lua é muito baixa, o que a torna porosa e lhe dá também aquele ar esponjoso.

As "Leis de Newton" foram publicadas há 320 anos

05.07.2007 - Jornal Público

Corria o dia 5 de Julho de 1687, em Londres, quando foi publicada a primeira edição integral dos "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural", de Isaac Newton, que estabeleceram a teoria da gravitação universal, as leis da dinâmica e o desenvolvimento da óptica e da teoria corpuscular da luz, a base da física moderna.
Os "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural" são normalmente designados por "Principia" ou por "Leis de Newton". Integram quase todas as áreas da física e da matemática, tal como hoje são concebidas, e deram origem a uma revolução científica apenas comparável à de Albert Einstein, encetada mais de dois séculos depois.Isaac Newton nasceu no dia de Natal de 1642, há 365 anos, e morreu a 31 de Março de 1727, em Londres. No seu túmulo, em Westminster, o poeta Alexander Pope escreveu: "A Natureza e as Leis da Natureza estavam escondidas na noite. Então Deus disse: 'Faça-se Newton'. E tudo foi iluminado".