Ministério nega penalização por licença de maternidade no concurso de professor titular
A Fenprof acusou hoje o Ministério da Educação de querer penalizar, no acesso ao concurso de professor titular, os profissionais que usufruíram da licença de maternidade e paternidade.Em comunicado, a Fenprof refere que, sem que o regime deste concurso preveja, o Ministério da Educação penaliza os docentes que, por terem usufruído daquelas licenças, não completaram, num dado ano, dois períodos lectivos."Como a licença de maternidade tem uma duração de quatro meses, as docentes que foram mães nos últimos sete anos e agora se candidatam a este concurso são penalizadas, excepto se o parto teve lugar no final de um ano lectivo e, assim, a licença acabou por incidir em anos diferentes", adianta a Fenprof.De acordo com a federação, os esclarecimentos prestados pelo Ministério da Educação no site da Direcção-Geral dos Recursos Humanos de Educação evidenciam que quem, por esse motivo, não tiver completado dois períodos lectivos não recebe a ponderação de oito pontos pelo exercício de funções nesse ano.Esta situação, adianta a Fenprof, leva a que algumas docentes não completem os 95 pontos (10.º escalão) ou não consigam ter lugar nas vagas disponíveis para os 8.º e 9.º escalões.O porta-voz do ministério disse à Lusa que "em lado algum do articulado legal isso [a penalização por licença de maternidade e paternidade] está previsto".O aviso de abertura do primeiro concurso de acesso a professor titular, a que poderão candidatar-se 60 mil docentes, foi publicado na Internet a 1 de Junho e decorre entre 4 e 11 de Junho. Para a selecção dos candidatos são analisados factores como a assiduidade, a experiência profissional e a avaliação de desempenho, sendo valorizado o exercício de actividades lectivas e o desempenho de cargos de coordenação, direcção e supervisão. Ao nível da assiduidade, são analisados os cinco anos lectivos em que o docente deu menos faltas, entre 1999 e 2006, não sendo, no entanto, descontadas as ausências equiparadas a serviço legalmente prestado, como a licença de maternidade, paternidade, casamento, actividade sindical e greve. As faltas dadas por doença ou por acompanhamento de filhos doentes com mais de dez anos são todas penalizadas neste concurso, um dos aspectos mais criticados pelos sindicatos do sector.
10.6.07 | Etiquetas: Professores - Estatuto da Carreira Docente | 0 Comments
Docentes nas câmaras só é possível a médio prazo
10 de Junho de 2007, Jornal de Notícias
10.6.07 | Etiquetas: Educação - Ministério da Educação | 0 Comments
Referências publicitárias vão ser excluídas dos manuais escolares
Lisboa foi atingida ontem por fortes chuvadas, mas é normal para a época A nova lei sobre avaliação e certificação dos livros escolares vai excluir as referências publicitárias dos manuais. A garantia foi dada ontem pelo Ministério da Educação. A socióloga Isabel Farinha, autora de uma tese de mestrado sobre o marketing escolar, que ontem foi entrevistada pela Antena 1, diz que encontrou várias referências publicitárias num total de 48 livros de Matemática e Estudo do Meio destinados ao 1.º ciclo."A legislação que sairá em breve sobre a avaliação e certificação dos manuais levará à exclusão dessas situações", disse, no entanto, uma fonte do Ministério da Educação.Até agora, porém, isso não acontecia, já que segundo a investigadora Isabel Farinha, o Ministério tem estado mais preocupado com os conteúdos.Por outro lado, o código publicitário português também não contempla estas situações, razão porque essas referências publicitárias puderam aparecer em manuais escolares e, nomeadamente, nos destinados aos mais novos, como verificou a socióloga.Lápis, canetas, borrachas, refrigerantes ou chocolates são alguns dos produtos encontrados nos manuais.Isabel Farinha salientou que o marketing escolar é também uma forma de aproximar os conteúdos da realidade das crianças, identificando objectos que fazem parte do seu consumo quotidiano.O governo aprovou, em Maio, o decreto que regulamentará o regime de avaliação, certificação e adopção dos manuais escolares dos ensinos básico e secundário, procurando que estejam em conformidade com os objectivos e conteúdos dos programas."Esperamos, no momento da publicação deste decreto, poder, ao mesmo tempo, publicar as orientações para a produção de material dos manuais, os critérios e referenciais de certificação, a lista das disciplinas em relação às quais não será obrigatória a adopção de manuais e, depois, a convenção de preços e o calendários das adopções de manuais", afirmou nessa mesma altura a ministra a Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. Lusa
9.6.07 | Etiquetas: Educação - geral | 0 Comments
Portáteis só para quem não reprova
5 de Junho de 2007, Jornal de Notícias
5.6.07 | Etiquetas: Alunos | 0 Comments
Professores ameaçam entupir tribunais com contestação a concurso de titular
Os sindicatos de professores disponibilizaram-se hoje para apoiar juridicamente os docentes que não consigam aceder à categoria de titular, estimando que milhares de processos venham a entupir os tribunais quando forem divulgados os resultados do concurso.
No primeiro dia de candidaturas à categoria de professor titular, a mais elevada da nova carreira, a plataforma que reúne todos os sindicatos do sector estimou que mais de 20 mil docentes fiquem de fora devido ao número limitado de vagas e às restrições do concurso, cujos resultados serão divulgados no final de Julho.Em conferência de imprensa, a plataforma apelou a todos os docentes em condições de concorrer para se candidatarem, reclamando depois nos tribunais caso não consigam aceder à categoria, em virtude de restrições consideradas ilegais como a penalização de faltas dadas por motivos de doença. "Estamos preparados e disponíveis para apoiar cerca de 20 mil processos em tribunal, com acções individualizadas movidas pelos professores que ficarem de fora", afirmou Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores e porta-voz da plataforma sindical.Na sexta-feira, os sindicatos tinham admitido a hipótese de interpor uma providência cautelar para suspender o processo de acesso a titular, mas hoje declararam que isso não é possível, uma vez que o Ministério da Educação não abriu um concurso nacional, mas um concurso por cada agrupamento de escolas."Para suspender, não teríamos de apresentar uma providência cautelar, mas centenas ou milhares, uma por cada concurso. Isso é praticamente impossível e poderia até aprofundar as desigualdades, fazendo suspender uns concursos e outros não", explicou o porta-voz.A penalização de faltas dadas por doença na apreciação do factor assiduidade continua a ser um dos aspectos mais contestados pelos docentes, assim como o facto de a análise curricular ser restringida aos últimos sete anos, quando a maioria dos candidatos tem, em média, mais de duas décadas de serviço. Para os sindicatos, as regras deste concurso promovem a discriminação de vários docentes, nomeadamente os bacharéis que se encontram nos escalões mais elevados da carreira e que estão impedidos de concorrer, assim como os que actualmente beneficiam de uma dispensa parcial da actividade lectiva por razões de doença.A possível ultrapassagem de docentes mais graduados por outros com menos pontuação, devido à existência de regras diferentes para os candidatos do 10º escalão, constitui igualmente uma das preocupações da plataforma.Ao contrário do que acontece com os colegas do 8º e do 9º escalões, os docentes do 10º não estão sujeitos à existência de vagas para poderem aceder à categoria de titular, bastando-lhes somar 95 pontos no conjunto dos diversos factores em análise. Esta pontuação não é, contudo, fácil de alcançar, sendo mesmo impossível para um professor que não tenha desempenhado cargos nos últimos sete anos, mesmo que este tenha tido uma avaliação positiva e nunca tenha faltado.Assim, se um docente do 10º escalão tiver 94 pontos, por exemplo, fica automaticamente de fora, enquanto um colega de um escalão mais baixo pode subir a titular, mesmo que com uma pontuação menor, desde que haja vaga.Todas estas situações são passíveis de contestação em tribunal, pelo que a plataforma apela aos docentes para exporem aos gabinetes jurídicos dos sindicatos os motivos da sua exclusão, depois de ser divulgada a lista final dos candidatos admitidos e não admitidos. No final da conferência de imprensa, os dirigentes dos diversos sindicatos do sector deslocaram-se ao ministério para entregar um abaixo-assinado subscrito por mais de 30 mil docentes contra a divisão da carreira em duas categorias.No entanto, ninguém no ministério se dispôs a receber os dossiers com as assinaturas, tendo os sindicatos recebido indicações para deixarem o abaixo-assinado na recepção, o que motivou um forte protesto por parte dos professores. Em declarações à Lusa, o porta-voz da plataforma adiantou que, na sequência desta situação, agentes da PSP presentes no local procederam à identificação dos professores que se encontravam à porta do Ministério da Educação, gerando grande indignação.
4.6.07 | Etiquetas: Professores - Estatuto da Carreira Docente | 0 Comments
Ministra anuncia investimento de 60 milhões de euros para 1º Ciclo e pré-escolar na região de Lisboa
Maria de Lurdes Rodrigues falava aos jornalistas no final de uma reunião com a Junta Metropolitana de Lisboa sobre a recuperação do parque escolar e os instrumentos de financiamento no âmbito do Orçamento de Estado e do Quadro de Referência Estratégico Nacional, que vai enquadrar a aplicação dos fundos comunitários de 2007 a 2013. O regulamento de acesso aos fundos por parte das autarquias está a ser elaborado, sendo condição essencial a aprovação das cartas educativas, que muitos municípios já elaboraram, explicou. "É um trabalho que está a decorrer francamente bem e é uma questão essencial como critério para se poder aceder a fundos comunitários ter a Carta Educativa aprovada". De acordo com a ministra, a maior parte dos municípios tem já a Carta Educativa aprovada e esse "é o ponto de partida para a definição de projectos passíveis de se candidatar a fundos comunitários", identificando-se depois as prioridades e os custos de referência que "devem ser esclarecidos em sede de regulamento". Segundo a ministra, a região de Lisboa e Vale do Tejo deixou de ser considerada zona prioritária, dispondo de um fundo menor do que as outras regiões, pelo que é necessário encontrar diferentes soluções de financiamento e de eficiência para a rede de escolas do 1º Ciclo. Uma das medidas passará pela colaboração com o Ministério da Educação, tentando enquadrar estas crianças noutras escolas já existentes com disponibilidade de espaço para as receber dentro da cidade de Lisboa, quando não for possível recuperar as antigas ou construir novos espaços. A ministra considerou que não deve haver "uma rede segmentada", mas uma colaboração entre autarquias e Governo para uma rede integrada que pertence às autarquias e ao Ministério da Educação. O presidente da Junta Metropolitana, Carlos Humberto de Carvalho, referiu que os fundos lhe parecem escassos, mas prefere esperar pelo desenrolar do processo e a respectiva clarificação das verbas e regulamentos, que não estão ainda definidos. Os autarcas estão ainda a fazer o levantamento para poderem apresentar uma caracterização dos centros escolares e o investimento necessário.
4.6.07 | Etiquetas: Educação - Ministério da Educação | 0 Comments
Professores incapacitados correm risco de ficar sem vencimento
4 de Junho de 2007, Jornal de Notícias
4.6.07 | Etiquetas: Professores - geral | 0 Comments