No âmbito do Laboratório de Avaliação da Qualidade Educativa (LAQE), estrutura funcional do Centro de Investigação Didáctica e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) da Universidade de Aveiro, foi criado, em Março de 2007, o presente blogue onde são colocadas, notícias da imprensa da área da Avaliação Educativa. Esta recolha tem como principal finalidade avaliar o impacte, nos mass media, das questões de avaliação educativas.

Ministério nega penalização por licença de maternidade no concurso de professor titular

08.06.2007 - Jornal Público

O Ministério da Educação assegura que não haverá qualquer penalização por motivo de maternidade ou paternidade no concurso para professor titular, segundo o porta-voz da tutela, refutando assim acusações feitas esta tarde pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof).
A Fenprof acusou hoje o Ministério da Educação de querer penalizar, no acesso ao concurso de professor titular, os profissionais que usufruíram da licença de maternidade e paternidade.Em comunicado, a Fenprof refere que, sem que o regime deste concurso preveja, o Ministério da Educação penaliza os docentes que, por terem usufruído daquelas licenças, não completaram, num dado ano, dois períodos lectivos."Como a licença de maternidade tem uma duração de quatro meses, as docentes que foram mães nos últimos sete anos e agora se candidatam a este concurso são penalizadas, excepto se o parto teve lugar no final de um ano lectivo e, assim, a licença acabou por incidir em anos diferentes", adianta a Fenprof.De acordo com a federação, os esclarecimentos prestados pelo Ministério da Educação no site da Direcção-Geral dos Recursos Humanos de Educação evidenciam que quem, por esse motivo, não tiver completado dois períodos lectivos não recebe a ponderação de oito pontos pelo exercício de funções nesse ano.Esta situação, adianta a Fenprof, leva a que algumas docentes não completem os 95 pontos (10.º escalão) ou não consigam ter lugar nas vagas disponíveis para os 8.º e 9.º escalões.O porta-voz do ministério disse à Lusa que "em lado algum do articulado legal isso [a penalização por licença de maternidade e paternidade] está previsto".O aviso de abertura do primeiro concurso de acesso a professor titular, a que poderão candidatar-se 60 mil docentes, foi publicado na Internet a 1 de Junho e decorre entre 4 e 11 de Junho. Para a selecção dos candidatos são analisados factores como a assiduidade, a experiência profissional e a avaliação de desempenho, sendo valorizado o exercício de actividades lectivas e o desempenho de cargos de coordenação, direcção e supervisão. Ao nível da assiduidade, são analisados os cinco anos lectivos em que o docente deu menos faltas, entre 1999 e 2006, não sendo, no entanto, descontadas as ausências equiparadas a serviço legalmente prestado, como a licença de maternidade, paternidade, casamento, actividade sindical e greve. As faltas dadas por doença ou por acompanhamento de filhos doentes com mais de dez anos são todas penalizadas neste concurso, um dos aspectos mais criticados pelos sindicatos do sector.

Docentes nas câmaras só é possível a médio prazo

10 de Junho de 2007, Jornal de Notícias

A transferência da tutela dos docentes do ensino básico para as autarquias "é sempre possível no futuro se isso significar uma melhoria na gestão dos recursos humanos", admitiu ontem, pela primeira vez, a ministra da Educação, à margem do encontro autárquico do PS, em Portimão. A hipótese, porém, está condicionada ao médio prazo. É que, para já, sublinhou a ministra, o Governo prepara só a transferência dos cerca de 36 mil funcionários não docentes.Dos cofres do ministério vão, assim, sair 400 milhões de euros para as câmaras pagarem os vencimentos, segundo noticiava ontem o Semanário "Sol". Artur Trindade, secretário-geral da Associação Nacional de Municípios Portugueses, sublinhou, no entanto, à Lusa que a ANMP só aceitará essa transferência se além da verba também receber a tutela sobre esses funcionários, para poder decidir sobre a sua contratação e gestão. O Governo está a negociar com a ANMP a transferência de competências ao nível da Educação, Saúde, acção social, Ambiente e Ordenamento, conforme avançou na sexta-feira o JN. A reforma será tema central do Congresso da Associação, nos dias 15 e 16, nos Açores. "Neste momento o que está em causa é a transferência do pessoal não docente, a construção e manutenção de edifícios e equipamentos escolares, refeições", transportes e acção social escolar, confirmou a ministra.A falta de pessoal não docente em muitas escolas é, aliás, repetidamente denunciada pelos sindicatos de professores. Anteontem, num seminário, Conceição Dinis, da Conselho Nacional de Educação, referiu ao JN que nos intervalos das actividades de enriquecimento curricular faltam auxiliares "O ministério não coloca, as autarquias não têm verbas e os alunos ficam sozinhos nesses períodos".No final desse encontro, a Fenprof aprovou uma moção em que recusa liminarmente a transferência da gestão dos professores para as autarquias.

Referências publicitárias vão ser excluídas dos manuais escolares

09.06.07, Diário de Notícias


Lisboa foi atingida ontem por fortes chuvadas, mas é normal para a época A nova lei sobre avaliação e certificação dos livros escolares vai excluir as referências publicitárias dos manuais. A garantia foi dada ontem pelo Ministério da Educação. A socióloga Isabel Farinha, autora de uma tese de mestrado sobre o marketing escolar, que ontem foi entrevistada pela Antena 1, diz que encontrou várias referências publicitárias num total de 48 livros de Matemática e Estudo do Meio destinados ao 1.º ciclo."A legislação que sairá em breve sobre a avaliação e certificação dos manuais levará à exclusão dessas situações", disse, no entanto, uma fonte do Ministério da Educação.Até agora, porém, isso não acontecia, já que segundo a investigadora Isabel Farinha, o Ministério tem estado mais preocupado com os conteúdos.Por outro lado, o código publicitário português também não contempla estas situações, razão porque essas referências publicitárias puderam aparecer em manuais escolares e, nomeadamente, nos destinados aos mais novos, como verificou a socióloga.Lápis, canetas, borrachas, refrigerantes ou chocolates são alguns dos produtos encontrados nos manuais.Isabel Farinha salientou que o marketing escolar é também uma forma de aproximar os conteúdos da realidade das crianças, identificando objectos que fazem parte do seu consumo quotidiano.O governo aprovou, em Maio, o decreto que regulamentará o regime de avaliação, certificação e adopção dos manuais escolares dos ensinos básico e secundário, procurando que estejam em conformidade com os objectivos e conteúdos dos programas."Esperamos, no momento da publicação deste decreto, poder, ao mesmo tempo, publicar as orientações para a produção de material dos manuais, os critérios e referenciais de certificação, a lista das disciplinas em relação às quais não será obrigatória a adopção de manuais e, depois, a convenção de preços e o calendários das adopções de manuais", afirmou nessa mesma altura a ministra a Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. Lusa

Portáteis só para quem não reprova

5 de Junho de 2007, Jornal de Notícias

Só os alunos que não reprovem até ao fim do ensino secundário é que terão direito ao título de propriedade do computador portátil, atribuído a todos os que se inscreverem em Setembro no 10º ano.Esta é uma das normas que consta do regulamento do programa "e- iniciativas" anunciado na semana passada, no Parlamento, pelo primeiro-ministro - que hoje entrega os primeiros quinze computadores, na Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa. O programa, destinado a alunos, professores e trabalhadores inscritos nas Novas Oportunidades, deverá abranger cerca de meio milhão de pessoas e tem financiamento garantido pelas contrapartidas devidas pelas operadoras das comunicações móveis de terceira geração.Ainda segundo o regulamento, durante os primeiros três anos de concessão, os beneficiários da iniciativa não poderão vender, alugar ou onerar os computadores. Ou seja, a propriedade plena dos aparelhos só se concretizará ao fim desse período.Para os alunos, inscritos na Acção Social Escolar, a oferta inclui um computador portátil, sem pagamento, e uma mensalidade de cinco euros pelo acesso à banda larga. Para os alunos com agregado familiar de baixo rendimento, a mensalidade será de 15 euros. Para os restantes alunos e professores, o portátil custará 150 euros e o acesso à banda larga terá um valor inferior em cinco euros ao preço de mercado (nunca superior a 35 euros), durante 36 meses.No caso dos trabalhadores, o programa fica hoje disponível, e inclui, além do computador portátil por 150 euros, uma mensalidade de 15 euros para acesso à banda larga durante doze meses.As inscrições poderão ser feitas no seguinte sítio da internet www.eescola.net.

Professores ameaçam entupir tribunais com contestação a concurso de titular

04.06.2007 - Jornal Público

Os sindicatos de professores disponibilizaram-se hoje para apoiar juridicamente os docentes que não consigam aceder à categoria de titular, estimando que milhares de processos venham a entupir os tribunais quando forem divulgados os resultados do concurso.
No primeiro dia de candidaturas à categoria de professor titular, a mais elevada da nova carreira, a plataforma que reúne todos os sindicatos do sector estimou que mais de 20 mil docentes fiquem de fora devido ao número limitado de vagas e às restrições do concurso, cujos resultados serão divulgados no final de Julho.Em conferência de imprensa, a plataforma apelou a todos os docentes em condições de concorrer para se candidatarem, reclamando depois nos tribunais caso não consigam aceder à categoria, em virtude de restrições consideradas ilegais como a penalização de faltas dadas por motivos de doença. "Estamos preparados e disponíveis para apoiar cerca de 20 mil processos em tribunal, com acções individualizadas movidas pelos professores que ficarem de fora", afirmou Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores e porta-voz da plataforma sindical.Na sexta-feira, os sindicatos tinham admitido a hipótese de interpor uma providência cautelar para suspender o processo de acesso a titular, mas hoje declararam que isso não é possível, uma vez que o Ministério da Educação não abriu um concurso nacional, mas um concurso por cada agrupamento de escolas."Para suspender, não teríamos de apresentar uma providência cautelar, mas centenas ou milhares, uma por cada concurso. Isso é praticamente impossível e poderia até aprofundar as desigualdades, fazendo suspender uns concursos e outros não", explicou o porta-voz.A penalização de faltas dadas por doença na apreciação do factor assiduidade continua a ser um dos aspectos mais contestados pelos docentes, assim como o facto de a análise curricular ser restringida aos últimos sete anos, quando a maioria dos candidatos tem, em média, mais de duas décadas de serviço. Para os sindicatos, as regras deste concurso promovem a discriminação de vários docentes, nomeadamente os bacharéis que se encontram nos escalões mais elevados da carreira e que estão impedidos de concorrer, assim como os que actualmente beneficiam de uma dispensa parcial da actividade lectiva por razões de doença.A possível ultrapassagem de docentes mais graduados por outros com menos pontuação, devido à existência de regras diferentes para os candidatos do 10º escalão, constitui igualmente uma das preocupações da plataforma.Ao contrário do que acontece com os colegas do 8º e do 9º escalões, os docentes do 10º não estão sujeitos à existência de vagas para poderem aceder à categoria de titular, bastando-lhes somar 95 pontos no conjunto dos diversos factores em análise. Esta pontuação não é, contudo, fácil de alcançar, sendo mesmo impossível para um professor que não tenha desempenhado cargos nos últimos sete anos, mesmo que este tenha tido uma avaliação positiva e nunca tenha faltado.Assim, se um docente do 10º escalão tiver 94 pontos, por exemplo, fica automaticamente de fora, enquanto um colega de um escalão mais baixo pode subir a titular, mesmo que com uma pontuação menor, desde que haja vaga.Todas estas situações são passíveis de contestação em tribunal, pelo que a plataforma apela aos docentes para exporem aos gabinetes jurídicos dos sindicatos os motivos da sua exclusão, depois de ser divulgada a lista final dos candidatos admitidos e não admitidos. No final da conferência de imprensa, os dirigentes dos diversos sindicatos do sector deslocaram-se ao ministério para entregar um abaixo-assinado subscrito por mais de 30 mil docentes contra a divisão da carreira em duas categorias.No entanto, ninguém no ministério se dispôs a receber os dossiers com as assinaturas, tendo os sindicatos recebido indicações para deixarem o abaixo-assinado na recepção, o que motivou um forte protesto por parte dos professores. Em declarações à Lusa, o porta-voz da plataforma adiantou que, na sequência desta situação, agentes da PSP presentes no local procederam à identificação dos professores que se encontravam à porta do Ministério da Educação, gerando grande indignação.

Ministra anuncia investimento de 60 milhões de euros para 1º Ciclo e pré-escolar na região de Lisboa

04.06.2007 - Jornal Público

O investimento no 1º Ciclo e pré-escolar na região de Lisboa e Vale do Tejo vai contar com 30 milhões de euros de fundos comunitários, valor que será duplicado pela contrapartida nacional, anunciou hoje a ministra da Educação.
Maria de Lurdes Rodrigues falava aos jornalistas no final de uma reunião com a Junta Metropolitana de Lisboa sobre a recuperação do parque escolar e os instrumentos de financiamento no âmbito do Orçamento de Estado e do Quadro de Referência Estratégico Nacional, que vai enquadrar a aplicação dos fundos comunitários de 2007 a 2013. O regulamento de acesso aos fundos por parte das autarquias está a ser elaborado, sendo condição essencial a aprovação das cartas educativas, que muitos municípios já elaboraram, explicou. "É um trabalho que está a decorrer francamente bem e é uma questão essencial como critério para se poder aceder a fundos comunitários ter a Carta Educativa aprovada". De acordo com a ministra, a maior parte dos municípios tem já a Carta Educativa aprovada e esse "é o ponto de partida para a definição de projectos passíveis de se candidatar a fundos comunitários", identificando-se depois as prioridades e os custos de referência que "devem ser esclarecidos em sede de regulamento". Segundo a ministra, a região de Lisboa e Vale do Tejo deixou de ser considerada zona prioritária, dispondo de um fundo menor do que as outras regiões, pelo que é necessário encontrar diferentes soluções de financiamento e de eficiência para a rede de escolas do 1º Ciclo. Uma das medidas passará pela colaboração com o Ministério da Educação, tentando enquadrar estas crianças noutras escolas já existentes com disponibilidade de espaço para as receber dentro da cidade de Lisboa, quando não for possível recuperar as antigas ou construir novos espaços. A ministra considerou que não deve haver "uma rede segmentada", mas uma colaboração entre autarquias e Governo para uma rede integrada que pertence às autarquias e ao Ministério da Educação. O presidente da Junta Metropolitana, Carlos Humberto de Carvalho, referiu que os fundos lhe parecem escassos, mas prefere esperar pelo desenrolar do processo e a respectiva clarificação das verbas e regulamentos, que não estão ainda definidos. Os autarcas estão ainda a fazer o levantamento para poderem apresentar uma caracterização dos centros escolares e o investimento necessário.

Professores incapacitados correm risco de ficar sem vencimento

4 de Junho de 2007, Jornal de Notícias

M ilhares de professores considerados incapacitados para a actividade lectiva estão desesperados com a perspectiva de serem colocados em situação de licença sem vencimento de longa duração. Muito embora pudessem desempenhar actividades de apoio educativo nas escolas, o Ministério da Educação (ME) impõe-lhes a reclassificação ou reconversão profissionais. Caso não encontrem trabalho em nenhum organismo da Administração Pública, a solução é a aposentação por incapacidade ou uma licença sem vencimento. Contudo, as dificuldades impostas pelas juntas médicas à aposentação fazem prever que o caminho para a maioria dos professores será ficar sem trabalho e sem salário. Ou seja, numa situação em tudo semelhante ao desemprego sem subsídio.O ME não forneceu ao JN, apesar da insistência, o número real de professores considerados incapacitados. Contudo, números oficiais divulgados em Setembro do ano passado revelavam que, naquele ano, eram 2500 os professores considerados permanentemente incapacitados para dar aulas e três mil os incapacitados apenas temporariamente.Com a publicação do Decreto-Lei n.º224/2006, em Novembro último, os professores incapacitados - que há muitos anos aguardavam a regulamentação da legislação já existente sobre a sua reclassificação e reconversão profissionais - ficaram preocupados com as soluções que o ME lhes oferecia."Trata-se de professores que, devido a doenças diversas, foram avaliados como incapazes de darem aulas, mas ainda aptos para trabalhar", disse, ao JN, Susana Costa Pinto, assessora jurídica do Sindicato dos Professores da Zona Norte. Muitos desses docentes encontram-se nas escolas a desenvolver actividades úteis de apoio educativo.A partir de agora, com a nova legislação, os professores considerados incapazes para a actividade lectiva, mas aptos para o desempenho de outras actividades, são obrigados a se submeterem a um processo de reclassificação ou reconversão profissionais para diferente carreira ou categoria."O problema é que nem se abre concurso para vagas disponíveis, nem se transfere os docentes para cargos em organismos públicos, com um processo prévio de formação. É um concurso às cegas", alertou Susana Pinto.Cabe aos professores manifestarem, em impresso próprio, uma listagem dos organismos ou entidades para onde gostassem de ser transferidos, independentemente de saberem se ali terão vaga ou não. A referida lista de manifestação de preferências é enviada à respectiva Direcção Regional de Educação (DRE). Esta, por seu turno, tem o prazo de um mês para contactar as entidades seleccionadas e apurar do seu interesse em integrar o professor.Caso este processo inicial seja mal sucedido, a DRE publicita no seu sítio da Internet e na Bolsa de Emprego Público, durante 90 dias, a lista dos docentes disponíveis para reclassificação/reconversão profissional. Findo o prazo, os professores que não obtiveram qualquer oferta de trabalho, têm 20 dias para solicitar a aposentação por incapacidade ou entram de imediato em licença sem vencimento de longa duração. Ou seja, passa a uma situação idêntica à de desempregado sem subsídio."Os professores nestas condições estão desesperados, porque se não houver quem os queira, vão - na sua maioria - ficar com a licença sem vencimento. Toda a gente sabe que é muito difícil uma pessoa ainda apta para trabalhar conseguir, numa junta médica, uma aposentação por incapacidade", realçou Susana Pinto.Aquela jurista fez notar que para além da injustiça de obrigar os professores a concorrerem "às cegas", muito dificilmente conseguirão um lugar, já que a maioria pertence a escalões elevados na carreira.ReclassificaçãoTrata-se de uma mudança de carreira obrigatória, ditada por diversos motivos (como, por exemplo, diminuição de requisitos físicos) com o objectivo de aproveitar devidamente certos funcionários no desempenho de cargos compatíveis com as suas habilitações e capacidades.Consiste na mudança de carreira com ocupação de um lugar de uma carreira diferente daquela em que o funcionário se achava inserido, determinada pela Administração Pública.ReconversãoConsiste na mudança de categoria, da mesma ou de outra carreira, precedida da frequência com aproveitamento de um curso de formação profissional, prescindindo-se, neste caso, das habilitações literárias exigíveis.PreferênciasDe acordo com o Decreto-Lei 224/2006, de 13 de Novembro, o professor considerado incapacitado tem 15 dias a contar da notificação pela escola da decisão da junta médica para manifestar preferências "para o desempenho de funções não docentes, por carreira ou categoria, serviço ou organismo público e respectiva localização geográfica, através de formulário próprio".Oferta de trabalhoSe o professor conseguir um posto de trabalho é nomeado em comissão de serviço extraordinária por seis meses. No final desse tempo, se revelar aptidão para o cargo, é nomeado definitivamente. Até à nomeação, o docente mantém-se na escola. Bolsa de EmpregoSe os organismos indicados pelo professor não tiverem vaga disponível, a Direcção Regional de Educação publicita na Internet e na Bolsa de Emprego Público, no prazo de 90 dias, a indicação das características do docente.Aposentadoria/licençaApós os 90 dias, se o professor incapacitado não obtiver nenhuma oferta de trabalho, tem 20 dias para requerer junta médica, podendo passar à situação de licença sem vencimento de longa duração.