UP entre as 500 melhores do mundo em produção científica
A Universidade do Porto (UP) é a única instituição portuguesa de Ensino Superior na lista de 2007 do «Ranking de Performance de Artigos Científicos de Universidades Mundiais», anunciou hoje a UP.
Em comunicado, a UP refere que está na 459ª posição (195ª na Europa) no ranking de 2007 recentemente divulgado pela autoridade independente de avaliação e acreditação do Ensino Superior de Taiwan (http://www.heeact.edu.tw/ranking/).
«A elaboração do ranking teve por base os artigos científicos que os membros de cada instituição publicaram nas mais reconhecidas publicações internacionais», refere a UP, acrescentando que a avaliação se centrou em nove indicadores, divididos por três critérios.
Excelência da investigação (50%), impacto da investigação produzida (30%) e produtividade (20%) foram os critérios de avaliação da produção científica de cada universidade.
«O ranking é centrado mais na qualidade do que na quantidade da investigação (os indicadores de qualidade contam para 80% da nota final) e tem em conta o desempenho recente da universidade (constitui 50% da nota final), assegurando assim uma comparação mais justa entre universidades com grandes diferenças de idade», realça a UP.
A Universidade do Porto espera «subir várias posições neste ranking» nos próximos anos, atendendo ao «aumento muito significativo dos valores de avaliação do ano de 2006».
A UP é a maior universidade portuguesa, em número de estudantes, e «o maior produtor de ciência em Portugal, tendo sido responsável por cerca de um quinto dos artigos científicos publicados anualmente por instituições portuguesas».
O ranking é liderado pela Universidade de Harvard, seguida de outras 10 universidades norte-americanas, surgindo a primeira europeia (Cambridge, Inglaterra) em 17º.
No top 500 deste ranking, o Brasil tem seis universidades (a Universidade de S. Paulo está em 94º) e a Espanha tem 11 (Universidade de Barcelona em 111º).
Em comunicado, a UP refere que está na 459ª posição (195ª na Europa) no ranking de 2007 recentemente divulgado pela autoridade independente de avaliação e acreditação do Ensino Superior de Taiwan (http://www.heeact.edu.tw/ranking/).
«A elaboração do ranking teve por base os artigos científicos que os membros de cada instituição publicaram nas mais reconhecidas publicações internacionais», refere a UP, acrescentando que a avaliação se centrou em nove indicadores, divididos por três critérios.
Excelência da investigação (50%), impacto da investigação produzida (30%) e produtividade (20%) foram os critérios de avaliação da produção científica de cada universidade.
«O ranking é centrado mais na qualidade do que na quantidade da investigação (os indicadores de qualidade contam para 80% da nota final) e tem em conta o desempenho recente da universidade (constitui 50% da nota final), assegurando assim uma comparação mais justa entre universidades com grandes diferenças de idade», realça a UP.
A Universidade do Porto espera «subir várias posições neste ranking» nos próximos anos, atendendo ao «aumento muito significativo dos valores de avaliação do ano de 2006».
A UP é a maior universidade portuguesa, em número de estudantes, e «o maior produtor de ciência em Portugal, tendo sido responsável por cerca de um quinto dos artigos científicos publicados anualmente por instituições portuguesas».
O ranking é liderado pela Universidade de Harvard, seguida de outras 10 universidades norte-americanas, surgindo a primeira europeia (Cambridge, Inglaterra) em 17º.
No top 500 deste ranking, o Brasil tem seis universidades (a Universidade de S. Paulo está em 94º) e a Espanha tem 11 (Universidade de Barcelona em 111º).
11.12.07 | Etiquetas: Avaliação, Ensino Superior | 0 Comments
Responsável do MIT critica separação entre ensino superior e indústria em Portugal e acusa universidades
O director da divisão de Sistemas de Engenharia e do Centro de Transportes e Logística do Massachussetts Institute of Technology (MIT) Yossi Sheffi criticou a total separação entre o meio académico e a indústria em Portugal, considerando as universidades "muito conservadoras" e "pouco práticas", pelo que defendeu uma "urgente" mudança de mentalidade. "Em Portugal, como no resto da Europa, há uma total separação entre o meio académico e a indústria, mas penso que o problema não são as empresas e sim as universidades", disse em entrevista à agência Lusa.
Yossi Sheffi considera universidades portuguesas conservadoras
As instituições académicas portuguesas "não são o número 1", sublinhou o professor, apesar de as considerar "muito boas e com uma sólida base científica", embora marcadas por "conservadorismo, demasiada concentração na publicação dos 'papers' e pouca predisposição para a mudança". "Precisamente por não serem o número 1, podem mudar, há uma razão para fazer algo de diferente. Têm de começar a trabalhar em conjunto com a indústria, a criar especialistas em engenharia, incluindo mais e mais investigação", avisou Yossi Sheffi, que não minimiza as "dificuldades" inerentes. Contudo, lembra também os "resultados extraordinários" que tal atitude potencia, não só a nível do conhecimento e educação, mas também de um significativo crescimento económico. Segundo o responsável, as universidades podem dar "bem mais aos estudantes", começando por lhes mostrar que "o trabalho com as empresas é importante", não se resumindo à publicação de ensaios, à leitura ou à definição teórica da profissão de engenheiro, que acaba por não dar um contrato de trabalho a ninguém. "O que interessa o que é ou não a engenharia? Nada. Não interessa qual a etiqueta que se põe no problema, não interessa qual o ensaio que se vai publicar. A única coisa que interessa é a solução para o problema", frisou Sheffi, acrescentando que "esta visão é minoritária" em Portugal. Segundo Sheffi, esta realidade está a acontecer não só em Portugal, mas um pouco por todo o mundo, dando como exemplo "os livros e livros" que são publicados nos EUA sobre Business School, que nada têm a ver com "business", ensinando apenas a teoria. De acordo com o especialista, as universidades não publicam actualmente algo de diferente, pelo que os estudantes só precisam de fazer "mais do mesmo, mas apenas um bocadinho melhor" para publicar algo.
Comunidades cada vez mais limitadasBaseando-se num estudo publicado recentemente nos EUA, Sheffi considera que as comunidades científicas estão cada vez mais limitadas. "O estudo refere que, por exemplo na indústria farmacêutica, há vários cientistas a trabalhar em empresas sem inventar tantos medicamentos, como costumavam há 20 anos, porque estão mais interessados em publicar 'papers' e ouvir os seus ecos", contou. Razões mais que suficientes para Sheffi defender uma mudança de mentalidade e da cultura de engenharia. "As universidades portuguesas deviam ser mais práticas, mais abertas e incluir mais do que aquilo que fazem. Aqueles que parecem problemas de mera engenharia, incluem muitas vezes na solução aspectos de outras áreas, pelo que é importante introduzir isto na investigação e educação", alertou. Para tal, acrescentou, os engenheiros têm de perceber que devem trabalhar em equipa com advogados, psicólogos, sociólogos, historiadores, designers, gestores e "por aí fora". "Em suma, têm de saber como estas pessoas pensam, compreender as diferentes maneiras de resolver os problemas", disse. Contudo, Portugal reúne "uma série de ingredientes" para poder mudar. "Portugal pode ser um centro de excelência de engenharia em educação e investigação. Por ser um país pequeno, com tradição para estabelecer laços com o resto do mundo, tem oportunidade para que o governo, as indústrias e as instituições académicas possam trabalhar em conjunto", salientou. Este tipo de cooperação pode começar por exemplo pelo convite a gestores seniores de empresas para falar durante um dia sobre os problemas da indústria. "Uma vez mudado o paradigma da educação/formação de engenharia, os clientes vão começar a olhar para Portugal. Assim que a indústria (mundial) reconheça que Portugal está a fazer algo de importante, vão começar a olhar para aqui. Arrumem primeiro a casa e mostrem o que podem fazer mesmo à pequena escala, depois disso não precisam de procurar, as pessoas virão atrás de vocês", aconselhou. Lembrando que os recursos mais importantes são os talentos, Sheffi deixa também uma mensagem à Europa, que considera sofrer das mesmas "doenças". "Os chineses virão, a globalização está a acontecer a uma escala e tal rapidez que não se pode ignorá-la. E a pergunta é: O que vamos fazer a seguir? Einstein disse que fazer sempre repetidamente o mesmo e esperar resultados diferentes é a definição de loucura. Por isso, temos de mudar o jogo e produzir engenheiros que liderem grandes projectos, ter uma larga visão, que percebem o contexto, juntamente com a produção de boa tecnologia", disse.
Yossi Sheffi considera universidades portuguesas conservadoras
As instituições académicas portuguesas "não são o número 1", sublinhou o professor, apesar de as considerar "muito boas e com uma sólida base científica", embora marcadas por "conservadorismo, demasiada concentração na publicação dos 'papers' e pouca predisposição para a mudança". "Precisamente por não serem o número 1, podem mudar, há uma razão para fazer algo de diferente. Têm de começar a trabalhar em conjunto com a indústria, a criar especialistas em engenharia, incluindo mais e mais investigação", avisou Yossi Sheffi, que não minimiza as "dificuldades" inerentes. Contudo, lembra também os "resultados extraordinários" que tal atitude potencia, não só a nível do conhecimento e educação, mas também de um significativo crescimento económico. Segundo o responsável, as universidades podem dar "bem mais aos estudantes", começando por lhes mostrar que "o trabalho com as empresas é importante", não se resumindo à publicação de ensaios, à leitura ou à definição teórica da profissão de engenheiro, que acaba por não dar um contrato de trabalho a ninguém. "O que interessa o que é ou não a engenharia? Nada. Não interessa qual a etiqueta que se põe no problema, não interessa qual o ensaio que se vai publicar. A única coisa que interessa é a solução para o problema", frisou Sheffi, acrescentando que "esta visão é minoritária" em Portugal. Segundo Sheffi, esta realidade está a acontecer não só em Portugal, mas um pouco por todo o mundo, dando como exemplo "os livros e livros" que são publicados nos EUA sobre Business School, que nada têm a ver com "business", ensinando apenas a teoria. De acordo com o especialista, as universidades não publicam actualmente algo de diferente, pelo que os estudantes só precisam de fazer "mais do mesmo, mas apenas um bocadinho melhor" para publicar algo.
Comunidades cada vez mais limitadasBaseando-se num estudo publicado recentemente nos EUA, Sheffi considera que as comunidades científicas estão cada vez mais limitadas. "O estudo refere que, por exemplo na indústria farmacêutica, há vários cientistas a trabalhar em empresas sem inventar tantos medicamentos, como costumavam há 20 anos, porque estão mais interessados em publicar 'papers' e ouvir os seus ecos", contou. Razões mais que suficientes para Sheffi defender uma mudança de mentalidade e da cultura de engenharia. "As universidades portuguesas deviam ser mais práticas, mais abertas e incluir mais do que aquilo que fazem. Aqueles que parecem problemas de mera engenharia, incluem muitas vezes na solução aspectos de outras áreas, pelo que é importante introduzir isto na investigação e educação", alertou. Para tal, acrescentou, os engenheiros têm de perceber que devem trabalhar em equipa com advogados, psicólogos, sociólogos, historiadores, designers, gestores e "por aí fora". "Em suma, têm de saber como estas pessoas pensam, compreender as diferentes maneiras de resolver os problemas", disse. Contudo, Portugal reúne "uma série de ingredientes" para poder mudar. "Portugal pode ser um centro de excelência de engenharia em educação e investigação. Por ser um país pequeno, com tradição para estabelecer laços com o resto do mundo, tem oportunidade para que o governo, as indústrias e as instituições académicas possam trabalhar em conjunto", salientou. Este tipo de cooperação pode começar por exemplo pelo convite a gestores seniores de empresas para falar durante um dia sobre os problemas da indústria. "Uma vez mudado o paradigma da educação/formação de engenharia, os clientes vão começar a olhar para Portugal. Assim que a indústria (mundial) reconheça que Portugal está a fazer algo de importante, vão começar a olhar para aqui. Arrumem primeiro a casa e mostrem o que podem fazer mesmo à pequena escala, depois disso não precisam de procurar, as pessoas virão atrás de vocês", aconselhou. Lembrando que os recursos mais importantes são os talentos, Sheffi deixa também uma mensagem à Europa, que considera sofrer das mesmas "doenças". "Os chineses virão, a globalização está a acontecer a uma escala e tal rapidez que não se pode ignorá-la. E a pergunta é: O que vamos fazer a seguir? Einstein disse que fazer sempre repetidamente o mesmo e esperar resultados diferentes é a definição de loucura. Por isso, temos de mudar o jogo e produzir engenheiros que liderem grandes projectos, ter uma larga visão, que percebem o contexto, juntamente com a produção de boa tecnologia", disse.
11.12.07 | Etiquetas: Ensino Superior | 0 Comments
Guarda: Ensino do francês alargado aos jardins-de-infância
Todos os jardins-de-infância e escolas do primeiro ciclo do ensino básico da Guarda vão proporcionar aos alunos, a partir do próximo ano lectivo, o ensino do Francês no âmbito da oferta extra-curricular, anunciou hoje o presidente da autarquia.
Joaquim Valente, no final da assinatura de um protocolo entre a autarquia, a Escola Superior de Educação da Guarda (ESEG) e a Embaixada de França com vista à implementação de um programa do ensino precoce do francês, disse à Agência Lusa que «é possível» que no ano lectivo de 2008/2009 o Francês já seja ensinado aos alunos de todas as escolas do primeiro ciclo do Ensino Básico e jardins-de-infância do concelho.
O presidente da Câmara considerou importante o ensino da língua francesa junto dos alunos mais novos, adiantando que o programa, denominado «1,2,3 ... Français», foi iniciado pela ESEG em 2002 nos jardins-de-infância de Póvoa do Mileu e Guarda-Gare e, nos anos seguintes, alargado aos estabelecimentos de ensino da Sé, Alfarazes e escolas EB 1 do Bonfim, Augusto Gil, Santa Zita e Escola Regional Dr. José Dinis da Fonseca.
Neste ano lectivo, segundo Joaquim Brigas, director da ESEG, o programa envolve 150 alunos da escola EB 1 do Bonfim e dos jardins-de-infância de Alfarazes e Sé, abarcando uma dúzia de alunos estagiários daquele estabelecimento de ensino superior.
Para o presidente da Câmara da Guarda, mais do que permitir que as crianças de tenra idade aprendam francês, pelo facto de terem familiares emigrados em França e de a autarquia se encontrar geminada com a cidade de Watrellos, importa que a comunidade escolar comece muito cedo a dominar várias línguas, «porque é importante para a coesão europeia, do ponto de vista social e económico».
Contribuir para «preparar pessoas para estarem nos mercados económicos e intervirem para lá do seu país de origem», é o objectivo da iniciativa.
«A melhor aposta [para o ensino de línguas estrangeiras] é nestas idades», referiu Joaquim Valente, admitindo que «um dia destes» a autarquia também poderá dinamizar o ensino do espanhol.
No âmbito deste projecto, a ESEG irá disponibilizar os seus professores, a autarquia ficará responsável pela logística, pelo pagamento das remunerações dos professores envolvidos (apenas no ano lectivo 2008/2009) e pela escolha dos estabelecimentos de ensino onde a língua francesa será ministrada como oferta extra-curricular.
A Embaixada de França, representada na assinatura do protocolo pelo cônsul Philippe Barbry, garante apoio financeiro e pedagógico para o programa e efectua diligências com o objectivo de possibilitar o intercâmbio entre escolas e jardins-de-infância de ambos os países.
Philippe Barbry justificou o apoio ao programa «1,2,3 ... Français» por considerar importante a diversidade linguística no espaço europeu e permitir que «a maioria dos jovens possa falar duas ou mais línguas».
A Embaixada de França já celebrou um protocolo idêntico com a Câmara Municipal do Porto, para abranger os alunos de duas escolas públicas, e em breve firmará outro com a autarquia de Viana do Castelo, onde a língua francesa está a ser ensinada aos alunos de quatro escolas.
11.12.07 | | 0 Comments
Associação Nacional dos Professores vai lançar linha de apoio a alunos vítimas de “bullying”
A Associação Nacional dos Professores (ANP) vai criar uma linha telefónica de apoio a crianças e jovens vítimas de “bullying”, que deverá começar a funcionar no início do próximo ano.“Estamos a trabalhar na criação de um mecanismo de apoio a alunos vítimas de ‘bullying’, que passará por uma linha telefónica, mas não só, e que poderá começar a funcionar no início do segundo período de aulas”, anunciou à Lusa o presidente da associação, João Grancho.Em Setembro do ano passado, a ANP lançou, em parceria com a Universidade Lusófona do Porto e a Liberty Seguros, a linha telefónica SOS Professor, de apoio a docentes vítimas de agressão e indisciplina, que já recebeu mais de 250 chamadas.Desta vez, a associação está preocupada com o comportamento agressivo e intencional de alunos mais velhos, fortes ou “populares” sobre colegas mais novos e com menos popularidade, vítimas de rejeição social, insultos diários e até maus-tratos físicos, um fenómeno conhecido como “bullying”, que João Grancho garante estar a aumentar nas escolas portuguesas.
Conflitualidade entre alunos aumenta
“A própria relação entre os alunos é cada vez mais violenta e conflituosa, o que se traduz num aumento dos casos de ‘bullying’”, disse à Lusa o responsável da ANP.A linha de apoio, que também será dirigida a pais que queiram expor casos relativos aos seus filhos, vai funcionar no âmbito de um observatório da convivência escolar que será criado pela associação.Segundo o relatório sobre violência escolar relativo a 2006/07, divulgado hoje, os alunos são as principais vítimas dos actos violentos, com 1092 casos de agressão ou tentativa de agressão, 138 de roubo e 160 de difamação ou insulto.Nos Estados Unidos, onde o fenómeno é mais estudado e tem mais impacto, o “bullying” afecta entre 20 e 58 por cento dos estudantes e constitui já uma das principais causas de absentismo escolar, levando mais de 160 mil alunos a faltar diariamente às aulas, com medo.
10.12.07 | | 0 Comments
Qualificação mínima dos portugueses terá de ser o 12º ano
10 de Dezembro de 2007, Jornal de Notícias
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que o "verdadeiro problema de Portugal é o défice de qualificações", adiantando que os portugueses têm que interiorizar que a qualificação mínima terá de ser o 12º ano de escolaridade.
"O 12º ano é o referencial mínimo das qualificações no nosso país, é o mínimo indispensável para termos sucesso na nossa vida", disse José Sócrates na cerimónia de entrega dos primeiros 100 diplomas do 12º ano, atribuídos no âmbito do programa Novas Oportunidades.
O primeiro-ministro lembrou que da população activa portuguesa, calculada em 5,2 milhões de pessoas, apenas 30 por cento têm o 12º ano de escolaridade. "Apenas 30 por cento constituem o ‘exército inovador’ do país. Acontece que 30 por cento por cento não chega", advertiu.
José Sócrates manifestou-se, no entanto, optimista "porque o trabalho feito assim o permite" referindo que o número de pessoas que ganharam novas competências através da formação obtida com o programa Novas Oportunidades passou de 500 em 2001 para as 50.000 que estarão formadas até ao final deste ano.
O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, insistiu também no papel crescente do programa na elevação das qualificações dos trabalhadores portugueses lembrando que os centros de formação e certificação de competências Novas Oportunidades passarão dos actuais 100 para 300 no decurso de 2008.
O programa Novas Oportunidades oferece a trabalhadores que interromperam a escolaridade a possibilidade de verem validadas as competências práticas adquiridas no exercício profissional e de receberem formação para alcançarem o nível de formação equivalente ao 12º ano.
"O 12º ano é o referencial mínimo das qualificações no nosso país, é o mínimo indispensável para termos sucesso na nossa vida", disse José Sócrates na cerimónia de entrega dos primeiros 100 diplomas do 12º ano, atribuídos no âmbito do programa Novas Oportunidades.
O primeiro-ministro lembrou que da população activa portuguesa, calculada em 5,2 milhões de pessoas, apenas 30 por cento têm o 12º ano de escolaridade. "Apenas 30 por cento constituem o ‘exército inovador’ do país. Acontece que 30 por cento por cento não chega", advertiu.
José Sócrates manifestou-se, no entanto, optimista "porque o trabalho feito assim o permite" referindo que o número de pessoas que ganharam novas competências através da formação obtida com o programa Novas Oportunidades passou de 500 em 2001 para as 50.000 que estarão formadas até ao final deste ano.
O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, insistiu também no papel crescente do programa na elevação das qualificações dos trabalhadores portugueses lembrando que os centros de formação e certificação de competências Novas Oportunidades passarão dos actuais 100 para 300 no decurso de 2008.
O programa Novas Oportunidades oferece a trabalhadores que interromperam a escolaridade a possibilidade de verem validadas as competências práticas adquiridas no exercício profissional e de receberem formação para alcançarem o nível de formação equivalente ao 12º ano.
10.12.07 | Etiquetas: Educação - geral | 0 Comments
70% dos engenheiros civis chumbam na Ordem
Cerca de 70% de todos os licenciados em Engenharia Civil que em Fevereiro deste ano fizeram exame de admissão à Ordem dos Engenheiros (OE), chumbaram, "mesmo com a possibilidade de ir a oral a partir de 6,5 valores". E alguns revelavam um desconhecimento tal que "nem sabiam dizer quantos litros de água cabem num metro cúbico". Quem o diz é Fernando Santo, bastonário da OE, para quem a manutenção das avaliações de competências é "uma questão de segurança de pessoas e bens", dado o papel "essencial" dos engenheiros em muitos equipamentos que servem a sociedade.A criação da Agência de Acreditação do Ensino Superior, que terá por missão avaliar todos os cursos do sector até 2009/10; e o novo regime das associações profissionais - que deixarão de poder definir requisitos ou restrições ao exercício das profissões - levaram o bastonário da OE a tecer recentemente duras críticas ao Governo, que acusou de incoerência, "ao introduzir provas de ingresso para os professores no Ministério da Educação" e depois, no ensino superior, "proibir" as Ordens de fazer a mesma avaliação aos licenciados das suas áreas.Entretanto, na passada sexta- -feira, houve uma reunião no Ministério da Ciência e Ensino Superior (MCTES), com Mariano Gago, que acalmou os ânimos. "Foi um encontro muito positivo", admite Fernando Santo. " O ministério manifestou interesse em que a OE continue a participar na certificação dos cursos do ensino superior, através do seu sistema, que poderá vir a ser utilizado pela Agência de Acreditação", contou. "E também não foi posta de parte a possibilidade de continuar a fazer a avaliação de capacidades dos licenciados para algumas tarefas."
Corrida aos exames
Actualmente, através de regras internacionais definidas no sistema EU-RACE, reconhecido pela União Europeia, a Ordem já certifica cerca de uma centena de cursos de Engenharia em Portugal, cujos licenciados ficam dispensados do exame de admissão a esta associação da classe.Os restantes alunos, para obterem a filiação, têm de se submeter a um exame de acesso. E são cada vez mais os que o procuram: "Em 2004, nas diversas áreas da Engenharia, candidataram-se ao nosso exame cerca de 220 alunos. Este ano, só em Fevereiro, fizeram a prova cerca de 520, mais de 400 dos quais da Engenharia Civil", contou Fernando Santo. "E, pela primeira vez, fomos obrigados a organizar uma segunda época, no final de Novembro, que terá elevado o total para mais de 800."Para o bastonário, estes dados mostram "a importância" que a OE e os seus mecanismos de avaliação têm para quem quer entrar na profissão: "Só este ano, deveremos inscrever mais de 1500 estudantes, entre os que fizeram exame e os candidatos de cursos acreditados. Já passamos os 42 mil afiliados, e somos a ordem com mais membros do País."Porém, a 'corrida' às provas está a revelar outro indicador menos fa- vorável: a deficiente preparação de muitos licenciados. "Nos vários cursos, o insucesso está entre os 50% e os 60%. Na Engenharia Civil, o mais representativo, ronda os 70%. Subiu 20% em dois anos." Sem exames, explica, "seriam estes licenciados que entrariam na profissão sem controlo, já que a agência de acreditação só começa a avaliar cursos em 2009".
10.12.07 | Etiquetas: Avaliação, Ensino Superior | 0 Comments
Um terço dos alunos não acaba o curso no prazo
Um em cada três estudantes do ensino superior não termina o curso em que ingressa dentro do prazo previsto. A taxa de insucesso escolar nas instituições públicas ronda os 35%, se consideradas as repetições de ano e as desistências, de acordo com dados oficiais relativos ao ano lectivo de 2004/2005. Significa isto que um terço dos alunos demora mais anos que os necessários para concluir os estudos, troca de licenciatura a meio do percurso académico ou, pura e simplesmente, desiste.Tomando como referência as estatísticas oficiais de 2005, compiladas pela Universidade de Lisboa, 80% dos alunos conseguem concluir os seus estudos no tempo devido ou um ano depois. Dez por cento demoram dois anos mais do que o necessário e outros dez por cento só conseguem obter a sua licenciatura três ou mais anos após o prazo regulamentar. Embora aqueles valores representem uma melhoria substancial face ao cenário vivido há 40 anos, quando o insucesso era a regra - afectando 64% da população universitária portuguesa -, traduzem, ainda assim, uma realidade preocupante. Mais do que isso, intrigante. Isto, "porque as estatísticas estão longe de explicar tudo e subestimam a evolução dos percursos pedagógicos dos alunos de hoje, que, mais do que no passado, se caracterizam pela não linearidade", conclui a socióloga da educação, Maria Manuel Vieira."Muitos alunos quando ingressam no meio universitário, sobretudo no primeiro ano, ainda estão numa fase exploratória. Seja porque - por via do constrangimento do numerus clausus - não conseguiram entrar na sua primeira opção, seja porque entretanto descobriram novos caminhos de realização que não passam pela licenciatura que escolheram", observa aquela investigadora do Instituto de Ciências Sociais.
As razões do insucesso
Conhecer as causas do "insucesso" por trás das estatísticas é o objectivo do Observatório dos Percursos Estudantis, criado em 2006 pela reitoria da Universidade de Lisboa. A coordenadora científica daquele projecto, Ana Nunes de Almeida, sustenta que "tão importante como o seu rigor científico, é, para a universidade, conhecer as condições socioeconómicas, os percursos e as motivações dos seus alunos". Por isso, em 2006, foram aprofundados os inquéritos a alunos que tinham abandonado os cursos nas faculdades onde se matricularam e que, por essa razão, figuravam nas estatísticas do "insucesso". "Ficámos muito surpreendidos quando muitos desses alunos, depois de saberem que estavam catalogados como casos de insucesso escolar, se mostraram bastante incomodados com tal rótulo, considerando, pelo contrário, que eram bem sucedidos porque tinham conseguido mudar para outro curso que lhes trazia maior realização pessoal", explica a pró-reitora.A procura da realização pessoal não é, no entanto, uma prerrogativa ao alcance de todos. Mais uma vez, as estatísticas mostram que os estudantes de contextos sociais favorecidos têm mais tendência a um certo experimentalismo vocacional do que os que não gozam do mesmo privilégio.Uma análise das dinâmicas de mobilidade no interior de cada faculdade da Universidade de Lisboa no ano lectivo de 2003/2004 mostra isso mesmo. Dos alunos que ingressaram no curso de Belas Artes (entre os quais a condição socioeconómica é, por regra, superior), 41,2% acabaram por mudar a sua opção. No outro extremo, o curso de Letras (em que é maior a predominância de alunos provenientes de classes socioeconómicas mais baixas), só 5,8% dos alunos decidiram mudar de curso.Uma explicação para este fenómeno, para além do aconselhamento familiar, poderá estar, segundo a investigadora, na familiaridade com diplomados de múltiplos domínios académicos, a vivência de experiências cosmopolitas, o acesso a informação e também a ausência de pressão para uma rápida inserção no mercado de trabalho.No seu livro, Escola, Jovens e Media, a socióloga Maria Manuel Vieira conclui, assim, que "escolher, ir escolhendo, reequacionar as escolhas feitas no decurso da escolaridade constitui possibilidade sobretudo aberta àqueles que dispõem de maiores recursos. Aos outros - porventura a primeira geração na família a alcançar o ensino superior - cabe-lhes a tarefa de cumprir o sucesso educativo, sob pena de verem ameaçadas as possibilidades reais de permanecer na universidade".
10.12.07 | Etiquetas: Avaliação, Ensino Superior | 0 Comments
Subscrever:
Mensagens (Atom)