No âmbito do Laboratório de Avaliação da Qualidade Educativa (LAQE), estrutura funcional do Centro de Investigação Didáctica e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) da Universidade de Aveiro, foi criado, em Março de 2007, o presente blogue onde são colocadas, notícias da imprensa da área da Avaliação Educativa. Esta recolha tem como principal finalidade avaliar o impacte, nos mass media, das questões de avaliação educativas.

Nasceu mais uma estrela

01.12.07, Diário de Notícas

O telescópio espacial Sptitzer, da NASA, captou pela primeira vez o nascimento de uma estrela. O retrato estelar, visto à luz infravermelha, é de uma estrela embrionária no preciso momento em que começa a contrair-se e a emitir gases para o vazio cósmico.É a imagem de como poderá ter surgido o nosso próprio sistema solar há milhares de milhões de anos, dizem os cientistas do Laboratório de Propulsão a Jacto. "A observação irá ajudar os astrónomos a compreender melhor como se formam as estrelas e os planetas."Normalmente, o nascimento das estrelas ocorre nos lugares mais recônditos do Universo, mas o calor gerado por este nascimento permitiu a sua detecção pelas câmaras de infravermelhas do Sptitzer.A imagem confirma ainda a teoria de que a formação de uma estrela é precedida de um colapso dos gases e do pó cósmico que a rodeia.A estrela-bebé, chamada L1157, está a 800 anos-luz da Terra, na constelação Cefeo. Tem dez mil anos e irá transformar-se numa estrela adulta, semelhante ao nosso Sol, dentro de um milhão de anos.

Homem chega a Marte em 2031

01.12.07, Diário de Notícias

A NASA anunciou ontem que está a preparar uma missão a Marte que inclui passageiros humanos, mas que tal não deverá ocorrer antes de 2031. Ao mesmo tempo, e dando corpo ao novo programa espacial Constellation, a NASA estima voltar à Lua em 2020.Numa apresentação que decorreu em Houston, os responsáveis da agência espacial revelaram incertezas em relação ao modelo final da viagem, o que se nota desde logo no enorme intervalo orçamental proposto. De facto, a NASA avança com números entre os 20 mil milhões e os 450 mil milhões de dólares em relação às necessidades de financiamento da operação.Do que é desde já possível divulgar, a NASA refere que a equipa de astronautas será "diminuta" e que estará ausente durante 30 meses, 16 dos quais em solo do planeta vermelho. A nave espacial pesará cerca de 400 toneladas e será propulsionada por quatro foguetões Ares V, a mais recente novidade saída das fábricas da NASA. A nave final só será montada já na atmosfera terrestre. O combustível a usar será fuel criogénico.A manter-se o actual modelo, a NASA prevê que muitas das mercadorias e peças para construção do ambiente artificial em que os astronautas se movimentarão durante a estadia em Marte serão enviadas antes, entre 2028 e 2029.Segundo a apresentação, os astronautas poderão cultivar fruta e legumes no interior da cápsula, que serão posteriormente transplantados para o seu habitat em Marte. A energia nuclear será a utilizada para as diversas actividades científicas e do dia-a-dia dos primeiros "habitantes" comprovados de Marte. O equipamento prevê reciclagem de ar e água. As dificuldades de reabastecimento ou de ajuda exterior indicam que os astronautas escolhidos deverão ser completamente auto-suficientes. Terão de fazer não só reparações como mesmo ser capazes de fabricar algumas peças. A NASA reconhece que há ainda uma zona vasta de imponderável em todo o projecto. Também por isso conta ir antes à Lua para testar algum do equipamento e tecnologia que deverá posteriormente ser usado em Marte.

Centenas de escolas fechadas e milhares de alunos sem aulas, segundo Fenprof

30.11.2007 , Jornal Público

Pelo menos 302 escolas encerraram hoje em todo o país e centenas de milhares de alunos ficaram sem aulas devido à greve geral da Administração Pública, segundo dados parciais divulgados pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof).Ressalvando a dificuldade em obter dados devido ao número de estabelecimentos de ensino que hoje não abriram portas, a federação sindical, afecta à CGTP, salienta uma "significativa subida da taxa de adesão" dos docentes, relativamente à última greve geral, apontando níveis superiores a 80 por cento em muitas escolas.De acordo com os números parciais da federação, que estão em permanente actualização, pelo menos 302 escolas fecharam, havendo concelhos inteiros onde nenhum estabelecimento está a funcionar, o que acontece, por exemplo, em Vila do Conde, São Pedro do Sul e Póvoa do Varzim."Há centenas de milhares de alunos sem qualquer aula e, se juntarmos os que não tiveram as aulas todas, são mais de um milhão de alunos afectados. Estamos perante uma das maiores greves de sempre realizadas pelos professores no âmbito da Administração Pública", frisa a Fenprof, em comunicado.No distrito de Lisboa, por exemplo, estão encerradas as secundárias Gil Vicente, Passos Manuel, Restelo, Marquês de Pombal, Ibn Mucana, Carcavelos, Linda-a-Velha, Aquilino Ribeiro, Rainha Dona Leonor, Semara da Costa Primo, Miguel Torga, Stuart de Carvalhais, Padre Alberto Neto, D. Dinis, Fonseca Benevides e Virgílio Ferreira.Neste distrito, há ainda a contabilizar 17 escolas do 2º e 3º ciclos fechadas e 28 do primeiro ciclo que não abriram portas, assim como vários jardins-de-infância, segundo os dados parciais da federação.Além das questões que afectam toda a Administração Pública, como a revisão salarial que o Governo fixou unilateralmente nos 2,1 por cento, a redução das pensões ou o regime de mobilidade especial, os docentes protestam ainda contra as novas regras da carreira, nomeadamente a imposição de quotas para aceder à categoria mais elevada, o exame de acesso à profissão ou o modelo de avaliação de desempenho.A falta de abertura negocial da tutela, nomeadamente a nível da regulamentação do Estatuto de Carreira Docente, é também invocada por todos os sindicatos do sector para aderir à greve.A última paralisação convocada pelas três estruturas sindicais da Administração Pública realizou-se a 9 e 10 de Novembro do ano passado, tendo afectado sobretudo os sectores da Saúde, Educação e Poder Local.Na Educação, o protesto levou ao encerramento de 818 escolas em todo o país, tendo contado com uma adesão de cerca de 30 por cento junto dos funcionários não docentes e de cerca de cinco por cento entre os professores, segundo dados divulgados pelo Governo. Os sindicatos apontaram, na altura, para uma adesão superior a 80 por cento.

Batalha: alunos fecham escola em protesto contra alteração do corpo docente

30.11.2007 , Jornal Público

Os alunos da Escola Profissional de Artes e Ofícios Tradicionais da Batalha fecharam hoje o estabelecimento de ensino a cadeado em protesto contra as alterações do corpo docente.Em causa estão quatro professores que correm o risco de sair daquela escola profissional, já que a tutela ainda não os reconheceu como pertencentes ao quadro da escola e encontram-se a dar aulas numa situação precária."Alguns professores estão em risco e ainda não nos deram nenhuma palavra", disse um dos alunos que organizou o protesto, que incluiu ainda um cordão humano em torno da escola. "O que nós queremos é que falem connosco e nos dêem estabilidade", afirmou o mesmo aluno, citado pela Lusa.Os alunos estiveram reunidos durante a manhã com o director daquela escola, Luís Jordão, que prometeu acelerar diligências para ter uma resposta da tutela a esta questão.A solução poderia passar por contratos de prestação de serviços com os docentes do curso de museologia, mas os professores alegam pertencer ao quadro de pessoal da escola, no âmbito da integração do estabelecimento de ensino no Ministério da Educação, já que anteriormente era gerido de uma forma autónoma, com apoio da autarquia.O director da escola não quis comentar o caso, alegando que o processo está a ser analisado pela Direcção Regional de Educação do Centro.

Ensino do português em "extinção"

1 de Dezembro de 2007, Jornal de Notícias

Os professores e pais dos alunos de português na Alemanha estão descontentes em relação ao estado actual do ensino e exigem "maior pontualidade" no início das aulas. Teresa Duarte Soares, da direcção do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL), disse à Lusa que o Governo tem uma política de "extinção" do ensino do português no estrangeiro.Reunidos, ontem, junto ao consulado de Portugal em Estugarda, cerca de 25 pais e professores da região manifestaram-se contra o facto de, três meses após o início do ano lectivo, 200 alunos continuarem sem aulas de português.Teresa Duarte Soares lamentou que o Governo substitua o actual modelo pelo "ensino à distância através da Internet e a integração nos sistemas de ensino dos países de acolhimento". A sindicalista salientou que o ensino integrado se destina aos estrangeiros que pretendem aprender português e não aos filhos dos emigrantes.

Aprender geometria com a batalha naval

1 de Dezembro de 2007, Jornal de Notícias

Aprender os eixos cartesianos através da simulação de um jogo de batalha naval ou ver no computador a exemplificação das mudanças físicas do estado da água. Matérias de geometria e química do 7º ano de escolaridade desde ontem disponíveis num novo portal educativo, promovido pela Intel www.skoool.pt.Os alunos podem aceder a actividades interactivas, ouvir demonstrações teóricas de conceitos ou fazer testes de matemática, física, química e ciências da natureza. A filosofia do projecto ultrapassa, no entanto, o acesso à Internet pretende mudar a estratégia de ensino, centralizando no aluno e não no professor a aprendizagem. A revolução começa pelas aulas. Cada aluno terá à sua frente um computador para poder pesquisar à medida que a matéria for sendo dada.A Intel lançou, pela primeira vez, a tecnologia skoool em 2002 na Irlanda. Desde então Reino Unido, Turquia, Suécia, Tailândia, Arábia Saudita, África do Sul e Espanha também já aderiram aos novos métodos. Em Portugal, os conteúdos foram adaptados aos currículos nacionais pela Universidade de Coimbra e pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco. A iniciativa, apresentada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, recebeu a "benção" da ministra da Educação. Maria de Lurdes Rodrigues defende que o ensino baseado na retórica deverá ser substituído por uma metodologia que privilegie a participação dos alunos e que a Internet é o meio privilegiado para essa mudança.

Socialistas aprovam isolados revisão ao Estatuto do Aluno

1 de Dezembro de 2007, Jornal de Notícias

O PS aprovou, ontem, isolado, o novo Estatuto do Aluno. Todos os partidos da Oposição votaram contra e, em uníssono, acusaram a maioria socialista de promover o facilitismo e desvalorizar a assiduidade dos alunos.Antes do final do ano lectivo o diploma deverá entrar em vigor. Depois da votação final global de ontem, o Estatuto será enviado para Belém para ser promulgado ou vetado pelo presidente da República. O chefe de Estado pode vetar um diploma duas vezes. O texto só entrará em vigor após a sua publicação em "Diário da República". Apesar da votação, a discussão continua. PSD e CDS-PP pediram, aliás, nova discussão do artigo 22º - referente aos efeitos das faltas -, apresentando novas propostas alternativas "chumbadas" pelo PS. Quinta-feira, a ministra da Educação irá responder à interpelação, convocada pelos populares, durante o debate na especialidade do novo Estatuto, pelo que, independentemente de o estado do ensino ser o motivo invocado para o confronto parlamentar a revisão da lei pode voltar a ser discutida.O novo Estatuto promove o facilitismo e tenta "resolver o problema do insucesso e do abandono escolar através de artifícios estatísticos", defendeu, ontem, à Lusa, Emídio Guerreiro, do PSD. A acusação é, aliás, apoiada pela restante Oposição. Durante o debate na especialidade, PSD, CDS, PCP e BE acusaram os socialistas de criarem um regime que permite a um aluno absentista transitar de ano desde que consiga nota positiva na prova de recuperação.Do outro lado da barricada, Maria de Lurdes Rodrigues tem garantido, repetidamente, que o novo Estatuto será "um bom instrumento no combate ao absentismo e à indisciplina nas escolas". A nova legislação, insiste o Governo, permitirá a desburocratização e agilização dos processos disciplinares, que com as regras em vigor, por vezes, demoram "três anos" a serem resolvidos, garantiu ao JN o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos.A indistinção das faltas justificadas ou injustificadas gerou uma guerra política. O debate na especialidade foi marcado por recuos do PS - os socialistas apresentaram três propostas para o mesmo artigo - e adiamentos das votações por as reuniões se prolongarem horas a fio.O CDS-PP solicitou uma interpelação à ministra, depois de chegar a argumentar que as sucessivas propostas de alteração socialistas foram uma desautorização e que só restava a Maria de Lurdes Rodrigues demitir-se. A responsável pela tutela, por sua vez, admitiu, em entrevista à RTP ter pedido a intervenção do ministro dos Assuntos Parlamentares para interceder junto da bancada do PS alterações ao diploma mais conformes à proposta original feita pelo Governo. E os semanários "Sol" e "Expresso" noticiaram que o Estatuto foi tema de uma das conversas semanais entre o presidente da República e o primeiro-ministro. São Bento desmentiu. Belém manteve silêncio.