Uma em cada três escolas não consegue uma média positiva
E há estabelecimentos que, tendo o 3.º ciclo e o secundário, conseguem o pleno e surgir nos primeiros 20 lugares destas listas em ambos os níveis de ensino. É o caso dos colégios Cedros, Luso-Francês (ambos no Porto), Moderno e Manuel Bernardes (os dois em Lisboa), do Externato Marista de Lisboa e dos Salesianos do Estoril (Cascais).Outros distinguem-se pela negativa. Secundárias como a do Rodo ou a Prof. António da Natividade, ambas no distrito de Vila Real, não conseguem afastar-se das piores posições e figuram no fim das duas tabelas.Sem dispor de dados que permitam fazer a caracterização das famílias dos alunos e conhecer as características de cada comunidade escolar – o Ministério da Educação apenas fornece as classificações por estabelecimento de ensino –, resta um retrato de um sistema consideravelmente desigual no que respeita aos resultados obtidos pelos jovens no final da escolaridade obrigatória e do secundário. Em ambos os casos, as escolas do topo estão separadas por valores médios que representam o dobro do que é conseguido nos estabelecimentos do fim da tabela.
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Governo diz que há alunos com processos parados há três anos
2 de Novembro de 2007, Jornal de Notícias
2.11.07 | Etiquetas: Alunos, Educação - Ministério da Educação | 0 Comments
Ministra garante que não foi desautorizada
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, recusa a visão da oposição, materializada pela voz do CDS, de que teria sido desautorizada pelo próprio PS, na Assembleia da República, quando este introduziu, na quarta-feira, uma alteração no novo Estatuto do Aluno. "Como é possível falar de desautorização, se a alteração feita coincide com a proposta que apresentei?", comentou ontem, em declarações ao DN, Maria de Lurdes Rodrigues, que acusou o CDS de "demagogia", e de "cavalgar situações que ele próprio cria".O que está em causa é o artigo 22 do referido estatuto, que diz respeito às faltas injustificadas e às suas consequências no percurso escolar do estudante. Na proposta de lei do Governo, previa-se que o aluno que ultrapasse o limite de faltas injustificadas possa realizar uma prova de equivalência à frequência. Não ficando aprovado, o aluno em escolaridade obrigatória não pode transitar para o ano seguinte. Se estiver no secundário, o aluno sem sucesso na prova fica impossibilitado de continuar a frequentar a disciplina, ou disciplinas, em que excedeu o limite de faltas.Na aprovação do estatuto, na generalidade, no Parlamento, o PS introduziu uma alteração neste artigo, eliminando estas consequências da realização da prova, o que gerou protestos por parte de toda a oposição.Na última quarta-feira, na discussão do diploma na especialidade, na Comissão Parlamentar de Educação, o PS recuou e repôs as consequências da prova, caso o aluno não obtenha êxito nela, coincidindo com a proposta original do Governo, embora com a possibilidade de realização de uma segunda prova."Para mim, o mais importante é que aquilo que foram os princípios que orientaram a nossa proposta se mantiveram intactos", adiantou ao DN a ministra da Educação, sublinhando que as alterações feitas pelo PS neste percurso "se inscrevem no espaço democrático do debate parlamentar, que é preciso respeitar".Na sequência da última alteração, que repôs o espírito original do artigo 22 do diploma, o líder do CDS/PP, Paulo Portas, defendeu a demissão da ministra, por esta ter sido "desautorizada" pela maioria PS (ver caixa).O estatuto do aluno foi votado e aprovado na especialidade na quarta-feira, à excepção deste artigo 22, cuja votação na especialidade, na comissão parlamentar de educação, ficou agendada para a próxima terça-feira. A votação final do diploma no hemiciclo está marcada para o dia 8.Para a oposição é, no entanto, a própria possibilidade de os alunos passarem a ter a oportunidade de fazer uma prova, caso ultrapassem o limite de faltas injustificadas, ou não justificáveis, já que a escola passa a ter mais autonomia para aceitar ou não a justificação apresentada, que está em causa. O CDS, nomeadamente, tem insistido na ideia de que deixar de chumbar por faltas incentiva o absentismo dos alunos. Esta posição é defendida também pela Federação Nacional dos Professores (FenProf). "A ausência não pode ser equiparada à presença nas aulas", afirmou ao DN Mário Nogueira, secretário-geral da FenProf, sublinhando que a "assiduidade, salvo em situações justificadas, é essencial". Para a ministra da Educação, o novo estatuto combaterá, justamente, o absentismo, porque dará uma nova oportunidade aos alunos que, de outra forma sairiam automaticamente do sistema.
2.11.07 | Etiquetas: Educação - Ministério da Educação | 0 Comments
Estatuto do aluno: PS recua e passa a admitir reprovação por excesso de faltas
Com o argumento de que estava a haver uma cortina de fumo para confundir a opinião pública, os socialistas, num inesperado volte-face, apresentaram, ontem, a meio da reunião da Comissão Parlamentar de Educação, a proposta de alteração à redacção do polémico artigo 22º, que estabelecia a realização de uma prova de recuperação para os alunos que excedessem o limite de faltas, independentemente de serem justificadas ou não. Sem quaisquer outras consequências.
1.11.07 | Etiquetas: Alunos | 0 Comments
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1.11.07 | Etiquetas: Educação - geral | 0 Comments
Sismo moderado lembra perigos do 'Big One'
01.11.07, Diário de Notícias Susto sísmico na perigosa Califórnia
A região de São Francisco, no Norte da Califórnia, foi atingida na terça- -feira à noite (quarta-feira em Lisboa) por um sismo de média magnitude (5,6), seguindo-se uma dúzia de réplicas. Não houve vítimas e os danos foram moderados.O abalo teve origem na falha de Calaveras, uma das menos perigosas da região, e ocorreu quando os cientistas discutem os perigos de duas outras falhas, Santo André e Hayward, que são paralelas uma à outra e capazes de provocar terramotos catastróficos. Há duas semanas foi divulgado o primeiro mapa do sismo de 1868, a coincidir com o 139º aniversário desta catástrofe ligada à falha de Hayward e que, na altura, matou 30 pessoas.O novo registo, baseado em relatos de testemunhas e provas geológicas, permite compreender até que ponto seria potencialmente devastador um sismo semelhante. Na zona vivem agora 2 milhões de pessoas, em vez das 250 mil que ali habitavam em 1868, alguns deles emigrantes portugueses.Com base no mapa recriado pelos geólogos pode calcular-se que um sismo de magnitude 7 na mesma área daria origem a 100 mil desalojados e estragos na ordem de um bilião de dólares (ou cinco vezes o PIB português), de acordo com cálculos da associação de municípios da baía.Os cientistas dizem que a frequência média de grandes sismos na falha de Hayward é historicamente de 151 anos, com mais ou menos 23 anos. Em resumo, a região está na zona de perigo desde 1989. Segundo os geólogos, a falha de Calaveras, que ontem esteve activa, pode gerar sismos com intensidade máxima de 6,4. A de Hayward pode ir aos 7.A Califórnia é uma das zonas sísmicas mais perigosas do mundo, com 15 mil abalos anuais, a maioria não sentidos pelas pessoas. A zona da baía de São Francisco é o local mais provável para o chamado Big One (o grande), o esperado terramoto que certamente atingirá a Califórnia. As estimativas são variadas, mas segundo números considerados prudentes, esse futuro devastador terramoto tem 70% de hipóteses de ocorrer nos próximos 30 anos.Os dois anteriores Big One, de magnitude 8, ocorreram em 1857 e 1906, quando a Califórnia era ainda um Estado pouco povoado. O primeiro, chamado de Forte el Tejon, matou duas pessoas. O segundo atingiu a cidade de São Francisco, destruindo-a parcialmente e matando 3 mil.Em comparação, ontem foi apenas um susto, mesmo assim o pior sismo na região de São Francisco nos últimos 18 anos. Em Outubro de 1989, o terramoto de Loma Prieta, de magnitude 6,9, matou 62 pessoas e 12 mil pessoas ficaram desalojadas.O sistema da falha de Santo André é o mais estudado do mundo e o seu movimento é de vários centímetros por ano. No norte do Estado da Califórnia, a crosta terrestre forma um conjunto de pequenas placas que se ajustam aos movimentos mais vastos das placas americana e pacífica. A parte sul da longa falha de 1200 quilómetros tem estado calma nos últimos 3 séculos, o que leva muitos teóricos a prever um movimento de grandes dimensões a todo o momento. Se o sismo ocorrer no mar, existe forte risco de tsunami.
1.11.07 | | 0 Comments
PS recua no novo estatuto do aluno
Os alunos do ensino básico com excesso de faltas poderão ficar retidos no mesmo ano de escolaridade, caso não tenham aproveitamento na prova de recuperação. Na mesma situação, os estudantes do secundário serão excluídos da disciplina em que falharam a aprovação na prova. A norma vai ficar expressa no novo estatuto do aluno e pela mão do PS - os socialistas apresentaram ontem uma alteração ao polémico artigo 22, que tem suscitado vivas críticas entre a oposição. Uma controvérsia que se repetiu ontem, na votação na especialidade (ponto a ponto) do texto, com a votação daquele artigo - o único que falta aprovar - a ficar remetida para a próxima terça-feira.O PS volta, assim, a mexer num artigo que já tinha aprovado. E no qual já tinha introduzido mudanças face à formulação inicial da proposta do Governo. A primeira versão do estatuto do aluno, aprovada em Conselho de Ministros, definia que um estudante que ultrapassasse o limite de faltas seria sujeito a uma prova de "equivalência à frequência", após o que o conselho executivo decidiria da sua permanência ou exclusão. Uma vez chegado à Assembleia da República, o diploma foi alterado pelo PS, deixando de prever a possibilidade de exclusão do aluno - uma medida justificada com o princípio de que a escola deve ser inclusiva e não excluir. Mas aquela é precisamente a hipótese que os socialistas voltam agora a introduzir na proposta. E em sentido contrário às declarações da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que na última terça-feira, em entrevista ao DN, fez a defesa da anterior proposta avançada pelos socialistas (ver caixa). Para o PS, a nova redacção do artigo é uma "clarificação" que em nada altera os pressupostos anteriores de que a escola deve tentar todos os meios de inclusão do aluno (antes da retenção ou exclusão, o conselho pedagógico de cada escola poderá optar pela realização de nova prova ou pela definição de um plano de trabalho acrescido) . "Reconhecemos que uma melhor redacção vai dissipar algumas dúvidas, acrescentando os efeitos decorrentes da realização dessa prova. Não há qualquer alteração dos pressupostos, há uma clarificação, uma vez que a ideia continua a ser privilegiar a autonomia das escolas, dos conselhos de turma e dos conselhos pedagógicos", referiu ontem a deputada socialista Odete João. Já para a oposição, esta é uma alteração profunda e o "reconhecimento de um erro". O CDS, pela voz do deputado José Paulo Carvalho, chegou mesmo a sugerir a demissão de Maria de Lurdes Rodrigues: "Para a ministra da Educação, o caminho começa a ser mais estreito e só lhe resta, depois desta desautorização, pedir a sua demissão".Sem alteração fica outro ponto polémico do diploma - que extingue o conceito de faltas injustificadas, passando a considerar apenas faltas e excesso grave de faltas. Há excesso grave de faltas no 1º ciclo quando o aluno falta três semanas e nos restantes quando ultrapassa em faltas três vezes o número de horas semanais por disciplina.
1.11.07 | Etiquetas: Alunos | 0 Comments